Agronegócio

DDG de milho cresce em Mato Grosso e transforma coproduto do etanol em nova fonte de valor para o agronegócio

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A expansão da indústria de etanol de milho em Mato Grosso está impulsionando uma nova frente de valorização dentro da cadeia produtiva agrícola: os grãos secos de destilaria (DDG – Distillers Dried Grains).

O coproduto, obtido durante o processo de fabricação do biocombustível, vem ganhando espaço no mercado brasileiro ao combinar características estratégicas para o agronegócio, como alto valor nutricional para alimentação animal, aproveitamento de resíduos industriais e geração de maior valor agregado ao milho produzido no campo.

Com o avanço das usinas de etanol de milho, Mato Grosso se consolida como principal polo dessa indústria no país, criando uma conexão cada vez mais forte entre lavoura, pecuária e produção de energia renovável.

Etanol de milho impulsiona mercado de DDG no Brasil

O crescimento da produção de DDG acompanha diretamente a expansão das plantas industriais de etanol de milho.

Atualmente, o setor consome milhões de toneladas do cereal para transformar o grão em combustível renovável e coprodutos destinados à nutrição animal. Esse modelo permite que o milho deixe de ser comercializado apenas como matéria-prima e passe a integrar uma cadeia mais ampla de geração de renda.

Em Mato Grosso, as usinas utilizam aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho por ano, fortalecendo a demanda interna pelo cereal e reduzindo a dependência exclusiva das exportações.

Além do etanol, o processo gera produtos como DDG, que passa a ocupar papel estratégico no fornecimento de proteína e energia para sistemas de produção de bovinos, aves e suínos.

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DDG amplia integração entre milho e produção de proteína animal

O avanço do DDG fortalece o conceito de economia circular dentro do agronegócio.

Ao transformar milho em combustível e alimento animal, o modelo aproxima diferentes cadeias produtivas e aumenta a eficiência do sistema agroindustrial.

Para produtores rurais, a expansão desse mercado representa novas oportunidades comerciais, pois amplia a demanda pelo milho e cria alternativas para agregação de valor dentro da própria região produtora.

Segundo representantes do setor, o desenvolvimento do DDG pode colocar o coproduto em posição semelhante a outros ingredientes tradicionais da nutrição animal, como o farelo de soja, especialmente diante do crescimento da demanda global por alimentos produzidos com menor impacto ambiental.

Mercado internacional aumenta potencial do DDG brasileiro

A abertura de novos mercados internacionais também reforça as perspectivas para o produto brasileiro.

A possibilidade de exportação do DDG amplia o interesse da indústria e cria oportunidades para que o Brasil avance na participação global desse mercado, aproveitando sua capacidade de produção de milho e sua matriz energética renovável.

O cenário favorece especialmente estados como Mato Grosso, que possuem grande disponibilidade de matéria-prima, infraestrutura industrial em expansão e forte integração entre agricultura e pecuária.

Sustentabilidade fortalece competitividade do milho brasileiro

Além do impacto econômico, o DDG está inserido em um modelo produtivo associado à sustentabilidade.

O sistema de sucessão soja-milho contribui para a eficiência ambiental das lavouras brasileiras, com benefícios relacionados à fixação biológica de nitrogênio, conservação do solo e maior aproveitamento dos recursos agrícolas.

A transformação do milho em etanol e coprodutos também contribui para uma matriz energética com menor emissão de carbono, ao mesmo tempo em que gera ingredientes utilizados na produção de proteína animal.

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Essa integração entre energia renovável, produção de alimentos e agricultura de baixo carbono amplia a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mato Grosso amplia produção de DDG e fortalece cadeia regional

O estado já produz cerca de 3 milhões de toneladas de DDG por ano, consolidando uma nova dinâmica econômica para o setor agrícola.

O crescimento das usinas de etanol de milho tem estimulado investimentos, geração de empregos e desenvolvimento regional, principalmente em municípios produtores.

Além disso, a industrialização próxima às áreas agrícolas reduz custos logísticos e permite que uma parcela maior da riqueza gerada pelo milho permaneça dentro do estado.

Coproduto do milho ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a expansão da bioenergia e a crescente demanda por ingredientes para alimentação animal, o DDG deixa de ser visto apenas como um subproduto industrial e passa a ocupar posição estratégica na cadeia do agronegócio.

A tendência é de aumento da participação desse coproduto no mercado, impulsionada pela busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e diversificação das fontes de receita.

Para Mato Grosso, a evolução do DDG representa uma oportunidade de consolidar um modelo integrado de produção, unindo grãos, energia renovável, proteína animal e inovação, fortalecendo o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros

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Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.

Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.

Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.

Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro

De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.

Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.

“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.

Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo

Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.

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Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.

No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.

Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa

Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.

De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.

Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.

Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos

Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.

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Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.

“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.

Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio

A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.

Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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