O interesse em participar da luta pela preservação ambiental cresce nas escolas da Prefeitura de Boa Vista. Na Francisco de Souza Bríglia, por exemplo, os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) venceram o 7º Prêmio Territórios do Instituto Tomie Ohtake com o projeto “A Terra de Macunaíma pede Socorro”. Eles buscam conscientizar as pessoas sobre os malefícios do garimpo ilegal em Roraima.
Dentre os 62 alunos matriculados na EJA da escola, alguns são ex-garimpeiros, pois buscavam um retorno financeiro. Eles afirmam que têm consciência de que as consequências pela exposição ao ambiente poluído não valem a pena. Agora, estão empenhados em concluírem os estudos para garantir oportunidades no mercado de trabalho.
São mais de 60 alunos matriculados na Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia.
“Eu perdi o meu marido. Ele ficou doente devido às águas e comidas contaminadas com mercúrio. É triste o que acontece, pois afeta todo mundo. Principalmente os povos indígenas, que só querem viver da sua cultura e acabam sendo ameaçados”, disse a estudante Lena Deleon, de 74 anos.
O projeto visa a Educação Ambiental de forma interativa.
A professora Shirlei Catão leciona da 1ª a 4ª série da EJA há cinco anos e conta sobre como surgiu a ideia para o projeto. “Percebemos que os veículos estavam publicando muitas matérias sobre a temática e alguns dos matriculados são ex-garimpeiros. Com a mudança climática, achamos que seria interessante trabalhar com a Educação Ambiental. Eles estão gostando bastante”, relatou.
Aprendizagem adaptada: Todo mundo participa!
O aluno Levair Santos, de 38 anos, é uma pessoa com deficiência visual e intelectual. Para ele, estudar é uma experiência diferente quanto ao restante da turma, mas não deixa de ser uma tarefa extraordinária. Afinal, Levair usa a arte como ferramenta de aprendizado. Nascido em Ouro Preto, Minas Gerais, o estudante se comunica por meio da música.
Levair Santos se comunica cantando!
“Eu tenho aula de canto toda terça e quinta-feira. É uma forma de me expressar, pra mim, é melhor assim. Aprendo muitas coisas nas aulas de canto e aqui na escola também. Eu treino, ensaio e canto o que aprendi”, disse o aluno.
Cuidadora há uma década, Francimara Gomes não poderia estar mais orgulhosa dos alunos. Ela acompanha Levair e o ajuda da melhor forma durante as aulas, junto com a professora Shirlei. As duas incentivam o aluno a cantar para aprender o conteúdo.
Os alunos da EJA são um exemplo de que nunca é tarde para dar continuidade ou começar os estudos.
“A EJA é uma oportunidade para essas pessoas voltarem ao convívio social. Além de ser uma preciosa troca de experiências. Sempre falamos para eles que nunca é tarde para dar continuidade ou começar os estudos. É gratificante participar dessa fase da vida deles”, frisou Francimara.
A PREMIAÇÃO – O “Prêmio Territórios” oferece ações de premiação, incluindo doação de livros, produção de um minidocumentário, bolsa de estudos, apoio financeiro para a escola e muito mais. Em março de 2024, ocorrerá o “Encontro de Territórios” para a cerimônia de premiação para as 10 escolas selecionadas.
Depois de três dias de apresentações locais, nacionais e intervenções artísticas em um dos maiores cartões-postais de Boa Vista, o Mormaço Cultural 2026 se despediu deixando aquele gostinho de “quero mais”. A 5ª edição do maior festival de artes integradas do estado reuniu mais de 200 mil pessoas no Teatro Municipal de Boa Vista e no Parque do Rio Branco.
A primeira etapa do Mormaço Cultural ocorreu no Teatro Municipal de Boa Vista
Com uma programação eclética, voltada para todas as idades, o Mormaço teve sua primeira etapa no Teatro Municipal, de 9 a 13 de setembro, com apresentações de artistas locais e da Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro, que apresentou os espetáculos “As canções que você dançou pra mim” e “Bichos Dançantes”, além de promover um workshop de dança contemporânea.
Seu Jorge foi uma das atrações nacionais da edição deste ano
Já a segunda etapa, no Parque do Rio Branco, ocorreu de 18 a 20 de setembro. Além dos artistas da terra, o público prestigiou o show de Amado Batista, Kevin o Chris, Cidade Negra, Seu Jorge, Ferrugem, Fresno, Melody, Cat Dealers, Filipe Ret e Dennis. Nesse domingo, 20, o “Mormacinho” agitou a criançada com a apresentação dos Bolofofos.
Vander Frank prestigiou o evento com a mãe, o irmão e o primo
Vander Frank Araújo curtiu a primeira noite da programação no Parque com a família. “Eu adoro o Mormaço. Vim na primeira edição e depois fui embora de Boa Vista. Voltei recentemente e fui ao evento com meu irmão e meu primo, além de levar minha mãe para prestigiar o Amado Batista. E também aproveitamos para curtir Seu Jorge”, contou.
Nossa cultura também é feita de gastronomia
GASTRONOMIA – Já que a cultura de uma cidade também se faz da gastronomia, o Mormaço Cultural promoveu, no sábado, 19, uma aula-show especial com o chef Olivier Anquier, na cozinha do restaurante do Sesc, localizada no Centro. O encontro reuniu amantes da gastronomia, profissionais e estudantes da área, além de pessoas interessadas em conhecer de perto as técnicas e experiências compartilhadas pelo chef.
A segurança foi garantida durante toda a programação
SEGURANÇA – A programação no Parque do Rio Branco também foi um sucesso no quesito segurança, com a presença de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTRAN) e do Corpo de Bombeiros, garantindo a proteção e o bem-estar do público durante todo o evento.
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