Em uma experiência que uniu arte, ciência e emoção, os integrantes do projeto Conviver, atendidos no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) Cauamé, visitaram nesta quarta-feira, 10, a exposição AMA(R)ZÔNIA. Os 24 participantes tocaram em argila, ouviram o canto dos pássaros, observaram a riqueza dos insetos e se conectaram com o relevo e os rios, em uma imersão que vai além do olhar.
Os integrantes interagiram com maquete topográfica modelável
Apresentação de folhas e flores em resina transparente
Inaé Alves, educadora social do Conviver, não escondeu a satisfação de ver seus integrantes maravilhados com a exposição, disponível no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Para ela, o brilho nos olhos das crianças evidencia a importância de sair e interagir com os colegas.
“É uma recompensa imensurável ver o sorriso de cada uma delas”, destaca Inaé
“É fundamental proporcionar isso para as crianças. Todas ficaram encantadas e gostaram muito. Sabemos que a maioria está em situação de vulnerabilidade ou nunca saiu de casa para ter experiências como essa. É uma recompensa imensurável ver o sorriso de cada uma delas”, relatou.
“Gostei de mexer na areia que imita uma montanha e a forma brilhante dela é muito legal”, disse Paulo
Paulo Henrique, de 11 anos, integrante do projeto Conviver desde abril de 2025, viveu sua primeira experiência na exposição com os olhos atentos de um pequeno artista. Para ele, a magia não estava apenas no todo, mas nos mínimos detalhes que tornam a Amazônia um lugar de infinita descoberta.
“Eu achei muito legal aqueles insetos pendurados com resina. Gostei de mexer na areia que imita uma montanha e a forma brilhante dela é muito legal. Vi umas caixas com fotos de animais que acende quando é pressionada. Também escutei os sons dos pássaros e de várias espécies, passando o dedo na tela”, contou.
“O que me chamou atenção foram os desenhos indígenas, pintados com argila”, conta Elita
No Conviver desde maio deste ano, a integrante Elita Emanuelly, de 8 anos, já demonstra que a mensagem de amor pela natureza foi captada em sua totalidade. Para ela, a exposição foi uma grande aventura. “É minha primeira vez aqui e o que me chamou atenção foram os desenhos indígenas, pintados com argila. Também gostei muito de ouvir os pássaros no fone de ouvido e do barco geleiro”, explicou.
Depois de três dias de apresentações locais, nacionais e intervenções artísticas em um dos maiores cartões-postais de Boa Vista, o Mormaço Cultural 2026 se despediu deixando aquele gostinho de “quero mais”. A 5ª edição do maior festival de artes integradas do estado reuniu mais de 200 mil pessoas no Teatro Municipal de Boa Vista e no Parque do Rio Branco.
A primeira etapa do Mormaço Cultural ocorreu no Teatro Municipal de Boa Vista
Com uma programação eclética, voltada para todas as idades, o Mormaço teve sua primeira etapa no Teatro Municipal, de 9 a 13 de setembro, com apresentações de artistas locais e da Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro, que apresentou os espetáculos “As canções que você dançou pra mim” e “Bichos Dançantes”, além de promover um workshop de dança contemporânea.
Seu Jorge foi uma das atrações nacionais da edição deste ano
Já a segunda etapa, no Parque do Rio Branco, ocorreu de 18 a 20 de setembro. Além dos artistas da terra, o público prestigiou o show de Amado Batista, Kevin o Chris, Cidade Negra, Seu Jorge, Ferrugem, Fresno, Melody, Cat Dealers, Filipe Ret e Dennis. Nesse domingo, 20, o “Mormacinho” agitou a criançada com a apresentação dos Bolofofos.
Vander Frank prestigiou o evento com a mãe, o irmão e o primo
Vander Frank Araújo curtiu a primeira noite da programação no Parque com a família. “Eu adoro o Mormaço. Vim na primeira edição e depois fui embora de Boa Vista. Voltei recentemente e fui ao evento com meu irmão e meu primo, além de levar minha mãe para prestigiar o Amado Batista. E também aproveitamos para curtir Seu Jorge”, contou.
Nossa cultura também é feita de gastronomia
GASTRONOMIA – Já que a cultura de uma cidade também se faz da gastronomia, o Mormaço Cultural promoveu, no sábado, 19, uma aula-show especial com o chef Olivier Anquier, na cozinha do restaurante do Sesc, localizada no Centro. O encontro reuniu amantes da gastronomia, profissionais e estudantes da área, além de pessoas interessadas em conhecer de perto as técnicas e experiências compartilhadas pelo chef.
A segurança foi garantida durante toda a programação
SEGURANÇA – A programação no Parque do Rio Branco também foi um sucesso no quesito segurança, com a presença de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTRAN) e do Corpo de Bombeiros, garantindo a proteção e o bem-estar do público durante todo o evento.
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