Com a proposta de fortalecer a agricultura familiar, trazendo novas alternativas para a cadeia produtiva e alimentação nas comunidades indígenas, a prefeitura lançou em março deste ano, o projeto de piscicultura Moro-Morí (“peixe bom”, em macuxi). E nesta quarta-feira, 9, a Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI) capacitou produtores na comunidade Vista Alegre.
O projeto contempla todas as etapas, desde a escavação dos tanques à despesca. O município disponibiliza os alevinos de tambaqui (peixes em seus primeiros meses de vida), a ração, os equipamentos e todo apoio técnico necessário para a produção nas comunidades.
“Ensinamos os fundamentos da piscicultura na aula teórica. Na prática, fizemos o tratamento da água com os produtos necessários. Essa etapa é fundamental antes da chegada dos alevinos”, explicou o técnico de piscicultura Juarez Barros.
O segundo tuxaua de Vista Alegre, Telmário Cunha, agradeceu a preocupação da prefeitura com os indígenas. “Esse projeto é muito importante para o desenvolvimento da nossa comunidade. A piscicultura deve ajudar no crescimento econômico da região e na alimentação também”, disse.
O produtor Josias de Lima está desenvolvendo uma nova habilidade. As expectativas são grandes para as próximas etapas. “Trabalhei a vida inteira com agricultura, mas nunca tive esse apoio que estou tendo hoje. É a primeira vez que eu participo de um projeto voltado a piscicultura e estou gostando da experiência”, contou.
Comunidade pioneira
Ao todo, o Moro-Morí deve atender 17 comunidades indígenas e beneficiar cerca de 800 famílias da zona rural de Boa Vista. A Serra da Moça foi a pioneira no projeto e já está mostrando resultados. Lá, os tanques parecem lagos naturais. A água esverdeada e um pouco barrenta indica movimento: não só o nado dos peixes, mas também a presença de um “olho d’água”, uma nascente que alimenta o reservatório.
Nesta etapa do projeto, os peixes já estão com 1,5 kg. A despesca será feita em outubro quando eles estiveram com cerca de 3 kg. A expectativa é retirar 1.800 kg de tambaqui para a subsistência alimentar da comunidade e para a comercialização do excedente produzido.
Para o coordenador do projeto na Serra da Moça, Inácio Ângelo e sua equipe, a piscicultura representa uma possibilidade de fonte de renda, que pode contribuir com o sustento das famílias e da comunidade no presente e num futuro próximo.
“Em um ano queremos mostrar o resultado do investimento que a prefeitura fez. Está sendo um aprendizado valoroso. Temos o sonho de compartilhar esse aprendizado, expandir a produção na Serra da Moça e alimentar o nosso povo”, finalizou.
Depois de três dias de apresentações locais, nacionais e intervenções artísticas em um dos maiores cartões-postais de Boa Vista, o Mormaço Cultural 2026 se despediu deixando aquele gostinho de “quero mais”. A 5ª edição do maior festival de artes integradas do estado reuniu mais de 200 mil pessoas no Teatro Municipal de Boa Vista e no Parque do Rio Branco.
A primeira etapa do Mormaço Cultural ocorreu no Teatro Municipal de Boa Vista
Com uma programação eclética, voltada para todas as idades, o Mormaço teve sua primeira etapa no Teatro Municipal, de 9 a 13 de setembro, com apresentações de artistas locais e da Focus Cia de Dança, do Rio de Janeiro, que apresentou os espetáculos “As canções que você dançou pra mim” e “Bichos Dançantes”, além de promover um workshop de dança contemporânea.
Seu Jorge foi uma das atrações nacionais da edição deste ano
Já a segunda etapa, no Parque do Rio Branco, ocorreu de 18 a 20 de setembro. Além dos artistas da terra, o público prestigiou o show de Amado Batista, Kevin o Chris, Cidade Negra, Seu Jorge, Ferrugem, Fresno, Melody, Cat Dealers, Filipe Ret e Dennis. Nesse domingo, 20, o “Mormacinho” agitou a criançada com a apresentação dos Bolofofos.
Vander Frank prestigiou o evento com a mãe, o irmão e o primo
Vander Frank Araújo curtiu a primeira noite da programação no Parque com a família. “Eu adoro o Mormaço. Vim na primeira edição e depois fui embora de Boa Vista. Voltei recentemente e fui ao evento com meu irmão e meu primo, além de levar minha mãe para prestigiar o Amado Batista. E também aproveitamos para curtir Seu Jorge”, contou.
Nossa cultura também é feita de gastronomia
GASTRONOMIA – Já que a cultura de uma cidade também se faz da gastronomia, o Mormaço Cultural promoveu, no sábado, 19, uma aula-show especial com o chef Olivier Anquier, na cozinha do restaurante do Sesc, localizada no Centro. O encontro reuniu amantes da gastronomia, profissionais e estudantes da área, além de pessoas interessadas em conhecer de perto as técnicas e experiências compartilhadas pelo chef.
A segurança foi garantida durante toda a programação
SEGURANÇA – A programação no Parque do Rio Branco também foi um sucesso no quesito segurança, com a presença de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), da Superintendência Municipal de Trânsito (SMTRAN) e do Corpo de Bombeiros, garantindo a proteção e o bem-estar do público durante todo o evento.
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