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Aviação civil registra recordes históricos em 2025 e consolida bases para novo ciclo de crescimento em 2026

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O ano de 2025 marcou um período histórico para a aviação civil brasileira, com resultados que refletem a retomada do setor, o fortalecimento da indústria nacional e a ampliação do acesso ao transporte aéreo. Os dados consolidados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e apresentados nesta segunda-feira (19), indicam que o Brasil alcançou o maior volume de passageiros, oferta e eficiência operacional desde o início da série histórica, que teve início em 2000. O cenário reforça as diretrizes e políticas públicas conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

Segundo o levantamento, ao longo de 2025 foram transportados 129,6 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, número 9,2% superior ao recorde anterior, registrado em 2019, e 9,4% acima do volume de 2024. O desempenho confirma uma trajetória de crescimento contínuo iniciada em abril de 2021 e consolida o setor aéreo como um dos principais vetores de integração nacional e desenvolvimento econômico.

No mercado doméstico, o Brasil superou pela primeira vez a marca histórica de 100 milhões de passageiros em um único ano, totalizando 101,2 milhões. O resultado representa um crescimento de 6,5% em relação ao período pré-pandemia e de 8,4% frente a 2024. Já no segmento internacional, o país registrou 28,4 milhões de passageiros, com alta de 20,2% em comparação a 2019 e o segundo ano consecutivo de recorde histórico.

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Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho os resultados de 2025 mostram que a aviação civil brasileira vive um momento histórico. “Superamos os níveis pré-pandemia, com recordes de passageiros, maior eficiência operacional e tarifas mais acessíveis à população. Esse desempenho reflete uma política pública consistente, que fortaleceu a indústria nacional, ampliou a conectividade e criou um ambiente seguro para investimentos.” pontuou. Ainda segundo o ministro, para 2026 o objetivo é consolidar esse crescimento com responsabilidade.

Oferta e demanda
A expansão da demanda foi acompanhada pelo aumento da oferta. Em 2025, foram disponibilizados 159,5 milhões de assentos em voos domésticos e internacionais, crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior e acima do patamar pré-pandemia. O destaque ficou para os voos internacionais, que apresentaram aumento de 14,1% na oferta de assentos e bateram recorde histórico de crescimento pelo segundo ano seguido.

Outro indicador relevante foi a eficiência operacional das companhias aéreas. A taxa de aproveitamento (load factor) atingiu 83,6% nos voos domésticos e 85,8% nos internacionais, os maiores índices já registrados no país, evidenciando maior racionalidade na operação e melhor uso da capacidade instalada.

Os avanços também se refletiram na cadeia produtiva da aviação. Em 2025, a Embraer registrou crescimento de 18% na entrega de aeronaves, com destaque para os jatos executivos. O número de fabricantes nacionais aprovados pela Anac dobrou, passando de quatro para oito, e o país certificou o primeiro balão fabricado no Brasil, abrindo um novo segmento industrial. Além disso, o registro de Aeronaves Leves Esportivas cresceu mais de 50% em relação a 2024.

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Tarifas médias
Do ponto de vista do usuário, o ano foi marcado pela redução real das tarifas aéreas. A tarifa média anual em 2025 ficou em R$ 647,67, mantendo a trajetória de queda iniciada após a retomada do setor, em 2022, e acumulando redução real de 10,9% no período. Mais da metade das passagens vendidas em 2025 tiveram preços abaixo de R$ 500, ampliando o acesso da população ao transporte aéreo.

Para 2026, a perspectiva é de continuidade do crescimento, com foco em investimentos, ampliação da conectividade aérea, fortalecimento da indústria nacional e melhoria permanente da experiência do passageiro. “O Ministério de Portos e Aeroportos seguirá atuando de forma integrada com a Anac e com o setor produtivo para garantir um ambiente regulatório estável, competitivo e alinhado às necessidades do desenvolvimento do país”, garantiu o ministro.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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