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Belém sedia 4ª reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários

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Belém (PA) sediou, nos dias 18 e 19 de maio, a 4ª reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA), promovida pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O encontro reuniu representantes do poder público, do setor produtivo e de trabalhadores para discutir segurança da navegação, qualificação profissional e os desafios da navegação interior na Amazônia.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o combate à violência contra aquaviários, a modernização da formação profissional da categoria e os avanços da iniciativa BR dos Rios, voltada ao fortalecimento do transporte hidroviário no país.

Durante o encontro, foram apresentados dados sobre os desafios da segurança fluvial na Amazônia, incluindo o registro de 128 ataques a embarcações no Rio Solimões entre 2020 e 2022, além da vulnerabilidade operacional dos cerca de 22 mil quilômetros de hidrovias navegáveis da Bacia Amazônica.

Os debates técnicos também abordaram a revisão da grade curricular e a criação de novas funções na formação de fluviários, propostas apresentadas pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani). A programação contou ainda com o “Papo de Bordo”, espaço voltado à troca de experiências sobre os desafios e oportunidades da navegação na região.

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Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o Fórum é fundamental para fortalecer o diálogo entre os diferentes segmentos ligados à navegação interior. “Esse tipo de espaço aproxima as instituições do setor, permite o alinhamento de estratégias e contribui para a construção de soluções conjuntas, voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura hidroviária brasileira”, afirmou.

Visitas técnicas
No segundo dia da programação, os participantes realizaram visitas ao Estaleiro Rio Maguari e ao Centro de Instrução Almirante Brás de Aguiar (Ciaba), referência nacional na formação de profissionais aquaviários.

As atividades permitiram o acompanhamento da realidade operacional do setor e dos processos de formação da mão de obra especializada, voltada à navegação interior.

Sobre o Fórum
Instituído pela Portaria 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários busca fortalecer o diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário, além de promover a organização, a qualificação profissional e a valorização da categoria.

Durante os dois dias do encontro, participaram representantes da Marinha do Brasil, da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Petrobras, da Transpetro, da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani) e de entidades representativas dos trabalhadores do setor aquaviário.

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As próximas reuniões estão previstas para agosto e novembro deste ano, garantindo a continuidade dos debates e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos 

Fonte: Portos e Aeroportos

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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