Brasil

Com auxílio do Programa Captura, um dos principais líderes de facção de Minas Gerais é preso na Bolívia

Publicado em

Brasília, 16/03/2026 – Foi preso, neste domingo (15), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como Mancha, um dos principais líderes de facção criminosa em Minas Gerais e integrante da lista de procurados do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação foi realizada por meio de atuação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

“Em apenas uma semana, este é o segundo integrante de facção brasileira preso em Santa Cruz de la Sierra, o que mostra que a atuação integrada tem produzido resultados concretos”, destacou o secretário Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), Chico Lucas.

De acordo com as investigações, Carvalho possuía mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Minas Gerais. Investigado por tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, o detido será transferido para uma unidade prisional no estado, onde permanecerá custodiado à disposição da Justiça.

Leia Também:  Comissão debate relação entre crime organizado e terrorismo

O secretário Chico Lucas destaca que o trabalho também é resultado da atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que operam em diferentes estados do Brasil como grupos operacionais integrados. Essas forças estão entre as ações prioritárias do MJSP, reunindo policiais e agentes de diversas instituições para atuar de forma coordenada e estratégica no enfrentamento ao crime organizado.

“As Ficcos têm justamente esse objetivo: integrar inteligência, investigação e operações para localizar e prender lideranças criminosas, onde quer que estejam”, concluiu. Essa cooperação é uma força-tarefa permanente, que combina inteligência e ação ostensiva para sufocar financeiramente e operacionalmente o crime organizado.

Programa Captura

O Programa Captura é uma iniciativa do MJSP criada para localizar e prender foragidos da Justiça considerados prioritários, especialmente aqueles ligados a crimes graves. O principal objetivo é aumentar a efetividade na captura de criminosos de alta periculosidade, como líderes de organizações criminosas, traficantes de drogas e pessoas envolvidas em crimes violentos.

O Programa lançado em 2023 como parte de uma estratégia do governo federal para reduzir a impunidade e fortalecer o combate ao crime organizado.

Leia Também:  Aprovado pagamento a servidores de benefícios congelados na pandemia

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  Izalci condena decisões do Supremo sobre IOF e Marco Civil da Internet

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  Roberta Acioly é eleita para vaga deixada por Mecias na Mesa do Senado

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA