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Comitivas do Governo Federal atuam no Acre e Amazonas para apoio a municípios atingidos por fortes chuvas

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Os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do Meio Ambiente, Marina Silva, integraram a comitiva do Governo Federal que desembarcou neste domingo, 26/3, no Acre e no Amazonas para prestar apoio aos dois estados diante dos problemas causados pelas fortes chuvas.

No sábado, 25/3, o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Rio Branco em função dos estragos causados pelas chuvas. Além da capital acriana, as cidades de Epitaciolândia, Assis Brasil e Brasiléia também foram atingidas por enxurradas e enchentes de rios e igarapés. O nível do Rio Acre subiu mais de sete metros e deixou centenas de famílias desabrigadas ou desalojadas.

“Para agilizar a assistência do Governo Federal aos municípios atingidos, trouxemos para Rio Branco técnicos da Defesa Civil Nacional. Eles vão auxiliar na realização dos planos de trabalho para solicitação de recursos federais para assistência humanitária, restabelecimento de vias públicas, pontes e reconstrução das casas das pessoas atingidas pelo desastre”, afirmou o ministro Waldez Góes, durante visita a Rio Branco.

A ministra Marina Silva, que é acriana, destacou o trabalho realizado pela Defesa Civil Nacional. “Quero agradecer ao ministro por ter sido amigo e ágil ao prestar serviço rapidamente enquanto os igarapés estavam aumentando de volume. Infelizmente, estamos aqui em um momento de tristeza. Estamos aqui para prestar solidariedade, mas isso não teria razão se estivéssemos aqui apenas para isso. Estamos, por meio da Defesa Civil Nacional, ajudando em respostas as mais rápidas possível”, afirmou.

A celeridade nas ações por parte do Governo Federal foi exaltada pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom. “Essa agilidade me deixa com a certeza de que teremos o suporte financeiro necessário para amenizar a situação da população”, declarou.

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Já o governador do Acre, Gladson Cameli, enfatizou a importância da união de esforços nas esferas municipal, estadual e federal no socorro às famílias e aos municípios atingidos. “O Acre, quando passa por situações inesperadas como essa, se une, independentemente de partido. É um momento de todo mundo abraçar a causa para ajudarmos à população, principalmente a mais necessitada. É impressionante como um dia de chuva causou isso tudo. Vamos buscar soluções”, afirmou.

Amazonas

Após a visita ao Acre, os ministros Waldez Góes e Marina Silva embarcaram para Manaus, onde acompanharam a situação dos locais atingidos por chuvas intensas nos últimos dias. Ambos se colocaram à disposição para apoiar as ações de resposta e de atendimento à população afetada.

Acompanhados pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, e pelo prefeito de Manaus, David Almeida, os ministros visitaram os Bairros Armando Mendes, Jorge Texeira e Nova Cidade, regiões mais afetadas pelas chuvas na capital amazonense.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, já havia autorizado o repasse de R$ 980 mil para ações de assistência à população afetada pelas chuvas intensas que afetaram o Amazonas desde 12 de março. A portaria com liberação dos recursos foi publicada no dia 17 no Diário Oficial da União (DOU). O montante é destinado à compra de cestas de alimentos, kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório, colchões, redes, refeições para as equipes de trabalho, além da locação de veículos e combustível para a entrega dos materiais.

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“Estamos aqui para disponibilizar ajuda humanitária, nesse primeiro momento, com reestabelecimento de alimentação, água e itens básicos como colchões e material de higiene pessoal. Vamos ajudar também na reconstrução de vias públicas e casas totalmente danificadas”, enfatizou o ministro Waldez Góes.

“Tivemos muitas perdas materiais. O governo estadual e a prefeitura de Manaus buscaram atender a população desde o primeiro momento. A ajuda do Governo Federal é importante para reestabelecer a situação”, frisou o governador Wilson Lima

Para o prefeito de Manaus, o Governo Federal agiu com muita rapidez para que as ações de socorro e resposta fossem oferecidas. “A celeridade do ministro Waldez e de sua equipe foram fundamentais para que o socorro chegasse rápido. O trabalho do MIDR nos possibilitou ter decretada com agilidade a situação de emergência e as liberações de recursos federais”, afirmou David Almeida.

Marina Silva destacou que, uma vez prestado o apoio emergencial, é necessário agora que haja um trabalho em planos de prevenção. “Além das ações de resposta, é preciso investir em projetos de prevenção de médio e longo prazo. Estamos vivendo sob o efeito das mudanças climáticas que estão se agravando diariamente em nossas cidades”, alertou a ministra.

 

Auxílio se traduz em recursos para compra de cestas de alimentos, kits de limpeza, higiene pessoal, colchões, restabelecimento de vias e reconstrução de casas

Fonte: Brasil Geral

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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