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Conad empossa novos conselheiros para o biênio 2025-2027

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Brasília, 01/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), empossou, na última sexta-feira (28), os novos integrantes do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) para o biênio 2025–2027. O evento ocorreu no Palácio da Justiça, na capital federal.

A cerimônia marcou a abertura da primeira reunião ordinária do novo ciclo do Conselho. Durante a solenidade, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, destacou o papel do processo eleitoral recente e a consolidação de um modelo mais democrático e participativo.

“A retomada do Conad aprofunda um novo modelo de participação social. Desde 2023, construímos um processo em que as entidades da sociedade civil são escolhidas por chamamento público, com eleições transparentes e reconhecidas. É um momento de grande alegria dar posse às conselheiras e aos conselheiros que atuarão no novo biênio”, afirmou.

Os conselheiros foram eleitos em processo nacional conduzido no início de outubro, durante o Encontro Nacional para Eleição do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. A iniciativa reafirma o compromisso do Governo Federal com a democracia participativa e com a ampliação dos espaços de diálogo na formulação, monitoramento e avaliação das políticas sobre drogas.

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Marta Machado também falou sobre a participação ativa e qualificada na construção de políticas públicas mais justas e efetivas, reforçando que cada contribuição é essencial.

Resultados da eleição

A escolha dos novos integrantes ocorreu em duas etapas:

1. Representante dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Políticas sobre Drogas:

O Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas do Maranhão (CEPD-MA) foi reconduzido como representante das unidades federativas, com 12 dos 18 votos possíveis.

2. Representantes da Sociedade Civil:

Das 32 organizações habilitadas, dez foram eleitas para integrar o Conad:

* Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme) – 19 votos
* Cannab – Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil – 19 votos
* Centro de Convivência É de Lei – 19 votos
* Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas – 19 votos
* Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos – 19 votos
* Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox) – 19 votos
* Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas – 19 votos
* Plataforma Brasileira de Políticas de Drogas – 19 votos
* Federação de Associações de Cannabis Terapêutica (FACT) – 18 votos
* Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa) – 18 votos

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Participação social e fortalecimento do Conselho

Como representante do Centro de Convivência É de Lei, Michel Willian de Castro Marques ressaltou a ampliação da participação direta e o fortalecimento do Conad como espaço democrático.

“Nos anos de 2024 e 2025, a eleição dos membros por voto direto e a inscrição de diversas organizações da sociedade civil reforçam a importância de manter um Conselho ativo e democrático. É preciso garantir a presença de pessoas mais impactadas pela política de drogas e fortalecer esse espaço. Também é fundamental qualificar essa participação e construir, de forma coletiva, uma nova política sobre drogas”, disse Marques.

Para a Senad/MJSP, a diversidade de entidades e conselhos eleitos reforça o papel do Conad como espaço de pactuação nacional e como instância essencial para integrar as políticas públicas sobre drogas.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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