Brasil

Davi abre exposição sobre crianças sobreviventes do holocausto nazista

Publicado em

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, abriu na tarde desta terça-feira (3) a exposição Eles nos Deram Novamente Esperança, que foi montada no Salão Negro do Congresso. A exposição — composta de fotos, gravuras e textos — mostra a história de crianças sobreviventes do campo de concentração de Dachau, no sul da Alemanha, durante a II Guerra Mundial.

Davi ressaltou que a mostra é uma oportunidade para brasileiras e brasileiros conhecerem um pouco da história dos judeus na época da II Guerra. Ao lembrar que é descendente de judeus, ele se disse sensibilizado com a exposição e salientou que é preciso lutar contra o antissemitismo e a intolerância.  Também destacou que palavras como coragem, união e esperança ajudam a definir o povo judeu.

— Esta exposição reflete o compromisso do Congresso Nacional com a memória e com a luta incessante contra o antissemitismo. Que esta exposição alcance o coração de todos e todas que a visitarem — afirmou Davi.

O presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, senador Carlos Viana (Podemos-MG), lamentou a crueldade dos campos de concentração nazistas. Ele elogiou a exposição e disse que é importante olhar para o passado, inclusive como forma de aprendizado.

Leia Também:  CPMI do INSS pode votar quebras de sigilos relacionados ao Banco Master nesta quinta

— Precisamos ficar atentos, porque o mundo é capaz de novamente praticar essa crueldade — alertou Viana.

Sobrevivente

George Legman foi uma das crianças sobreviventes de Dachau. Hoje com 81 anos, ele participou da abertura da exposição. Em seu discurso, Legman agradeceu ao Senado pela mostra — que, enfatizou ele, lembra a coragem e a resistência de várias famílias judias diante da guerra e do regime nazista.

Emocionado, ele recordou que sua mãe amamentou, além dele próprio, outros dois bebês durante o tempo em que sua família ficou em Dachau. Também declarou que participa da exposição como um sobrevivente e como uma testemunha que desafiou a lógica.

Além disso, Legman defendeu a democracia e frisou que sua família encontrou no Brasil uma pátria e um porto seguro.

— Sem democracia, não há respeito à vida. Sem memória, não há futuro. Viva o Brasil! Viva a paz! — concluiu.

Também participaram da solenidade o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, e representantes de embaixadas.

Leia Também:  Portos e terminais do Sudeste movimentam 56,5 milhões de toneladas em janeiro

Exposição

A mostra Eles nos Deram Novamente Esperança apresenta a história de sete crianças sobreviventes do campo de concentração de Dachau. O campo funcionou entre 1933 e 1945, recebendo quase 200 mil pessoas.

A maioria dessas pessoas foi obrigada a se submeter a trabalhos forçados: prisioneiros políticos, judeus de várias origens, ciganos, minorias religiosas e homossexuais. Foram registradas cerca de 31 mil mortes nesse campo de concentração.

A exposição apresenta 37 banners com fotos, gravuras e textos que lembram os horrores do período. A mostra ficará aberta no Salão Negro do Congresso até o dia 30 de março. O conteúdo expositivo está disponível em português e inglês.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  Debate sobre emergência climática terá participação de 'jovens senadores'

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  CPMI do INSS pode votar quebras de sigilos relacionados ao Banco Master nesta quinta

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA