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Em reunião com o Consesp, ministro Wellington César afirma que segurança pública é dever de Estado

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Brasília, 05/02/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, na terça-feira (3), de reunião com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). No encontro, o ministro apresentou as prioridades da gestão e destacou que fortalecer a parceria entre os entes federados é fundamental para o avanço da área no Brasil. “Acredito que a segurança não é um tema deste ou daquele governo, mas uma agenda de Estado, com o intuito de construir um pacto e viabilizar ações necessárias”, destacou.

Wellington César Lima e Silva ressaltou o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com a integração entre os entes federativos, a ampliação do diálogo institucional e o aprimoramento das ações de prevenção à violência e de combate ao crime organizado. Ele enfatizou que o tema deve ser tratado como uma política permanente.

“Estamos no quarto ano de governo, um período de intensa atuação, e costumo dizer que tudo aquilo que conseguirmos realizar agora certamente renderá frutos não apenas neste ano, mas também nos próximos e, por que não, para as futuras gerações”, disse.

O titular da pasta afirmou que, em momento anterior, foi realizada uma reunião dedicada à discussão da PEC da Segurança Pública, na qual a equipe apresentou diversos argumentos e diagnósticos relevantes, contando com a participação de representantes tanto de forma presencial quanto remota. “A partir desse processo, temos a possibilidade de integrar comunicação, tecnologia e informação ao conhecimento prático acumulado na ponta pelos senhores e pelas instituições. Esta foi apenas a primeira de muitas reuniões que serão realizadas em articulação com os órgãos colegiados.”

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Para Wellington César, esse conjunto de ações, atributos e instrumentos tem grande potencial para produzir resultados concretos e relevantes no cenário nacional.
“A bala perdida não escolhe a quem atingir, não distingue ideologias, nem origens. Diante disso, todos nós temos um dever com a nossa sociedade, com nossas famílias, nossos filhos e nossos netos. Esse é o propósito que nos move: integrar conhecimento prático, evidências científicas, tecnologia, comunicação e financiamento das iniciativas da melhor forma possível”, concluiu.

Integração como caminho

O novo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que o trabalho segue a orientação do presidente Lula. O foco está na integração e na harmonização das ações contra o crime organizado e outras formas de criminalidade, como o feminicídio, além de delitos patrimoniais e digitais. “A tônica definida pelo ministro, em consonância com a orientação do presidente Lula, está centrada especialmente nesses eixos, que vão desde os crimes violentos contra o patrimônio até os de natureza digital”, ressaltou.

Já o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, reforçou que o papel do ministério é dar suporte aos estados. “Nossa missão é criar condições para que o trabalho local seja feito da melhor forma possível. O objetivo comum é tornar a sociedade brasileira mais segura”, disse.

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Durante o encontro, o presidente do Consesp e secretário da Paraíba, Jean Francisco Bezerra Nunes, destacou que as políticas públicas acontecem, na prática, dentro dos estados. Ele reafirmou a disposição dos secretários em colaborar com projetos estratégicos, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/25. “Lidamos diariamente com as demandas das polícias e do Corpo de Bombeiros. Sermos ouvidos é um sinal de respeito institucional”, pontuou Nunes.

O que é o Consesp?

O Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública é um espaço de diálogo entre os gestores estaduais e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por meio do colegiado, os secretários promovem o intercâmbio de boas práticas, o alinhamento institucional e a formulação de posicionamentos conjuntos sobre temas prioritários da agenda nacional. Essa atuação contribui para o fortalecimento do pacto federativo e para a integração das ações entre a União, os estados e as demais instituições do sistema de justiça e de proteção social.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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