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Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV discute Programa Brasil Digital e a chegada da TV 3.0

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A Câmara dos Deputados promove nas próximas quinta e sexta-feiras (3 e 4) o Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV 2025: Expansão e Futuro, que vai reunir em Brasília representantes de câmaras municipais e assembleias legislativas parceiras para tratar de assuntos atuais para as emissoras de televisão e rádio legislativas, como o Programa Brasil Digital e a chegada da TV 3.0.

O encontro tem o apoio do Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do EAD/Seja Digital e da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral).

O principal assunto do primeiro dia do encontro será o Programa Brasil Digital. Lançado pelo Ministério das Comunicações e financiado com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o programa tem o objetivo de expandir o sinal das emissoras públicas com a compra e instalação de estações transmissoras de TV para parceiras da Rede Legislativa (TV Câmara, TV Senado, TV da assembleia legislativa e TV da câmara municipal) e da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), parceira da EBC. Cerca de 350 municípios serão beneficiados com as estações transmissoras do programa.

Outro assunto relevante para o setor é o andamento da implantação da TV 3.0, que é a evolução da TV tradicional, com a exibição de canais de radiodifusão e streaming em um único aparelho de TV e de forma invisível para o espectador. No evento, haverá a demonstração do aplicativo que está sendo desenvolvido para as emissoras públicas.

Rádio Câmara
No segundo dia, o Encontro da Rede Legislativa vai falar sobre a Rádio Câmara, incluindo uma mesa sobre a elaboração de programação musical para rádios públicas. Também haverá uma apresentação dos representantes do Escritório Central de Arrecadação (Ecad), para informar aos parceiros da Rede sobre a legislação de direitos autorais em vigor e explicar os procedimentos necessários para informar sobre o uso de música protegida por direito autoral.

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Ainda no segundo dia, uma mesa vai debater as possibilidades que a Inteligência Artificial abre para na comunicação pública. Haverá também um horário reservado para a apresentação da Astral para as casas legislativas que ainda não são associadas, seguida de visita institucional ao Congresso.

Além de atualizar os parceiros sobre os assuntos nos quais a Rede Legislativa está trabalhando no momento, o encontro ainda é uma ótima oportunidade para estreitar relações com as casas parceiras, trocar experiências e tornar as parcerias entre as emissoras das casas legislativas mais eficientes e produtivas.

Serviço:
Encontro da Rede Legislativa de Rádio e TV
Quando: 3 e 4 de julho de 2025, das 9h às 17h30
Onde: Auditório Nereu Ramos, anexo 2 da Câmara dos Deputados
Informações: https://doity.com.br/encontro-redeleg-2025

Programação do dia 3 de julho 

9h – Boas-vindas

10h30 – Apresentação da Rede Legislativa de Rádio e TV

Carlos Neiva (Supervisor)

11h – Painel Brasil Digital: Atualização do Programa Brasil Digital

Daniela Schettino (Diretora de Radiodifusão Pública, Comunitária e Estatal do Ministério das Comunicações)

Octávio Penna Pieranti (Assessor da Secretária de Políticas Digitais da Sec. de Comunicação da Presidência da República)

Carlos Neiva (Supervisor da Rede Legislativa) – moderador

David Morais (Gerente-Executivo de Integração de Conteúdos e Rede)

EAD/Seja Digital – nome a confirmar

12h30 – Intervalo para almoço

14h – Apresentação do Coral da Câmara dos Deputados, sob a regência do maestro Deyvison Miranda

14h30 – Painel TV 3.0

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Carlos Neiva (Supervisor da Rede Legislativa de Rádio e TV) – moderador

Daniela André (Diretora da TV Câmara)

Érico da Silveira (Diretor da TV Senado)

Kim Moraes Mota (Gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel)

Marcelo Moreno (EAD/Atlantis)

16h – Intervalo – Coffee-break

16h30 – 17h30 Rede Legislativa: Interação com as casas legislativas

Programação do dia 4 de julho 

9h – Boas-vindas

9h30 – Apresentação da Rádio Câmara

Carlos Neiva (Supervisor da Rede Legislativa de Rádio e TV)

Luiz Flávio Menezes (Diretor da Coordenação de Infraestrutura Tecnológica da Secretaria de Comunicação)

Verônica Lima (Coordenadora da Rádio Câmara)

10h – ECAD

Nereu Silveira (Gerente Regional de Arrecadação do Ecad-DF)

Lorrayne Silva (Coordenadora de Audiovisual da Distribuição do Ecad) – fala online

 11h – Programação Musical para Rádio

Marlon Ribas (Rádio Câmara Brasília)

Carlos Andrade (Rádio Senado)

Flávia Aguiar (Rádio Cultura DF)

Mario Sartorelo  (Rádio Nacional)

Gian del Sent  (Rádio Câmara de Balneário Camboriú/SC)

Verônica Lima (Coordenadora da Rádio Câmara) – moderadora

12h30 – Intervalo para almoço

14h – Painel IA na Comunicação Pública
Cláudia Lemos (Supervisora do Escritório de Gestão da Direx da Câmara) – moderadora

Patricia Almeida (Coordenadora de Inovação, Governança e Estratégia Digital da Câmara)

Rachel Librelon (Editora-chefe da Agência Câmara de Notícias)

Michele Gramacho (Diretora-Geral da TV ALBA)

 15h – Apresentação da Astral

Gerson de Castro (Presidente da Astral)

15h30 – Visita institucional / Reunião da Astral com associados

17h – Encerramento

Da Redação/WS

Fonte: Câmara dos Deputados

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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