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Fórum dos Trabalhadores Portuários debate equidade de gênero, segurança e condições de trabalho no setor

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Entidades que compõem o Fórum dos Trabalhadores Portuários se reuniram no Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), na última quinta-feira (12), para a 17ª reunião do grupo. No encontro, foram debatidos temas relevantes para o setor, como o início das atividades do Grupo de Trabalho (GT) de Equidade de Gênero, segurança no trabalho, inclusão e diversidade nos portos e políticas relacionadas aos modelos de contratação no setor.

A reunião também contou com a participação de representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), que apresentaram iniciativas e discutiram a atuação dos órgãos nas demandas trabalhistas dos portos brasileiros.

Durante o evento, a coordenadora do GT de Equidade de Gênero e gerente executiva da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Maria Cristina Dutra, apresentou para os membros do Fórum um balanço do primeiro encontro do GT, realizado no início do mês, e destacou as principais pautas levantadas, entre elas a necessidade de realizar um levantamento sobre o quantitativo de mulheres que atuam nos portos brasileiros.

Segundo Maria Cristina Dutra, o encontro do grupo foi produtivo e representou um passo importante para ampliar o diálogo sobre a participação feminina no setor. “A reunião foi extremamente produtiva. Conseguimos avançar na aprovação do regimento interno e já iniciamos a construção do plano de trabalho”, destacou.

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Representantes das entidades também ressaltaram o retorno positivo do GT e a importância da iniciativa para ampliar o debate sobre a presença das mulheres na atividade portuária. Para o presidente da Fenop, Sérgio Aquino, a criação e a condução do GT representam um avanço importante para ampliar o debate sobre equidade de gênero no setor portuário e fortalecer a participação das mulheres nos espaços de diálogo. “Parabenizamos a atuação do grupo e queremos deixar registrado nosso reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e pela coordenação da Cristina Dutra, que tem conduzido esse processo com muita dedicação”, pontuou.

Segurança do trabalho
Também foram debatidos temas relacionados à segurança no trabalho, inclusão e diversidade no setor, além de políticas voltadas ao desenvolvimento de modelos de contratação. A reunião contou ainda com a participação de um representante do MTE, que apresentou como o órgão atua na fiscalização e no acompanhamento das demandas trabalhistas nos portos do país.

Durante a apresentação, foi destacada a importância de que as administrações portuárias disponibilizem espaços adequados nas dependências dos portos para a atuação e acomodação dos fiscais. O Ministério também se colocou à disposição para realizar palestras e ações de orientação voltadas a trabalhadores e gestores portuários.

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Representantes das entidades sindicais ressaltaram, ainda, a importância de fortalecer a presença da fiscalização nos portos, destacando que a ampliação do efetivo de auditores pode contribuir para o acompanhamento das atividades do setor e para a promoção de ambientes de trabalho cada vez mais seguros.

O MPT também esteve presente, representado pelo procurador do trabalho Alexandre Marin Ragagnin, que reforçou a importância de promover ambientes de trabalho seguros e preparados para receber e encaminhar denúncias ou demandas relacionadas às condições de trabalho. “É importante que a gente zele pelo ambiente de trabalho e nos colocamos à disposição. Temos projetos específicos sobre esses temas e podemos somar”, afirmou o procurador.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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