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MJSP inicia adesão ao Programa Município Mais Seguro no RS

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Porto Alegre, 31/3/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), deu início, em Porto Alegre (RS), a mais uma etapa do Programa Município Mais Seguro. 

As diretrizes e oportunidades da iniciativa foram apresentadas em seminário realizado nesta terça-feira (31), com a participação de gestores municipais e representantes da área. 

Na fase inicial no Rio Grande do Sul, passam a integrar as ações de fortalecimento da segurança pública no âmbito municipal as cidades com os maiores efetivos de guardas municipais no estado: Gravataí, Novo Hamburgo e Porto Alegre. 

A abertura do evento contou com a apresentação das frentes de atuação, como o Programa Município Mais Seguro, Polícia Comunitária Aplicada e Segurança Cidadã, conduzida pelo coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade (CGPREV), Leandro Arbogast. 

Também participaram a diretora substituta de Ensino e Pesquisa (DEP), Carolina Valladares Guimarães Taboada, que abordou a capacitação das guardas municipais e a atualização da Matriz Curricular Nacional; o diretor de Gestão e Integração de Informações (DGI), Joaquim Carvalho; e a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo. 

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Isabel Figueiredo destacou o papel central dos municípios na área e a retomada da articulação com o Governo Federal desde 2023. Segundo ela, o Município Mais Seguro é hoje a principal estratégia voltada às cidades. “O programa serve, entre outros objetivos, para reforçar a atuação conjunta entre o Governo e os municípios e ampliar parcerias e investimentos”, afirmou.

Durante sua fala, Joaquim Carvalho enfatizou a importância do uso estratégico de informações e da integração de dados para o fortalecimento da atuação local. Segundo ele, “as soluções do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) contribuem diretamente para a tomada de decisão dos gestores, ampliando a eficiência e a capacidade de resposta das instituições”.

Programa federal aposta na estrutura municipal 

O Município Mais Seguro amplia a participação das cidades no Susp ao garantir acesso a recursos federais, capacitação e modernização das guardas municipais. 

Durante o seminário, gestores conheceram as diretrizes da iniciativa e os termos de adesão, etapa necessária para formalizar a participação.  

Com a adesão, os municípios passam a ter apoio técnico e ações estratégicas de prevenção à violência. O conjunto de ações reúne projetos com impacto direto na realidade local, com foco na prevenção e na atuação integrada entre União, estados e municípios. Entre os eixos estão o policiamento comunitário, o uso qualificado da força, a valorização dos profissionais e a promoção da segurança com cidadania. 

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Investimentos

O programa prevê cerca de R$ 170 milhões em investimentos em todo o Brasil, destinados à modernização de equipamentos, capacitação profissional e fortalecimento da gestão local. 

Os recursos incluem a doação de equipamentos, como instrumentos de menor potencial ofensivo e coletes balísticos, além de formação para as guardas municipais. Parte dos investimentos começou a ser executada durante o evento em Porto Alegre, com a entrega de kits operacionais. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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