Brasil

MME celebra avanços na eficiência energética com os 40 anos do PROCEL

Publicado em

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, em conjunto com a  Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), nesta quarta-feira (10/12), o evento que celebrou os 40 anos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Ao longo de quatro décadas, as ações do Procel resultaram em uma economia de mais de 287 bilhões de quilowatts-hora -quantidade de energia suficiente para abastecer todas as residências do país durante cerca de um ano e meio. 

Representando o MME, a secretária Nacional de Transição Energética e Planejamento Substituta, Lorena Perim, ressaltou que o programa desempenha um papel decisivo na formação de profissionais, na criação de padrões técnicos pioneiros e no avanço da eficiência energética. “O Procel tem atuação transversal, integrada com diferentes setores e ministérios, isso permite ao país reduzir custos, ampliar produtividade, melhorar o desempenho energético das políticas urbanas e sociais. Hoje renovamos o compromisso com o futuro, reconhecendo que a eficiência continuará sendo, nas próximas décadas, um dos instrumentos mais estratégicos para garantir acesso, competitividade e descarbonização”, afirmou.

Leia Também:  Prisão federal para condenados por matar policiais: projeto está na pauta de quarta

​​Lorena destacou ainda que o Brasil está implementando o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e alinhando suas ações ao Plano Clima, reafirmando o compromisso com a neutralidade de emissões. Nesse contexto, enfatizou que a eficiência energética não é um acessório, mas sim a primeira rota, o primeiro combustível e a base que sustenta uma transição justa, segura e economicamente racional.

Coordenado pelo MME e executado pela ENBPar, o Procel tornou-se referência nacional e internacional ao promover o uso racional da energia elétrica, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a cultura da eficiência em diversos setores da economia. Suas ações impactam diretamente a sociedade brasileira — desde a etiquetagem de eletrodomésticos e edificações até o apoio a programas de eficiência energética em municípios, escolas e indústrias. Durante esses 40 anos, o programa contou com a colaboração de especialistas, gestores e instituições, presentes na solenidade por meio de homenageados que representam o legado e a continuidade do PROCEL.

O diretor-presidente da ENBPar, Marlos Costa, enfatizou o legado que o programa consolidou ao longo de quatro décadas e reafirmou o compromisso da empresa com o fortalecimento do Procel. Na mesma direção, o diretor de Gestão de Programas de Governo da ENBPar, Miguel Marques, ressaltou que a política pública demonstra o compromisso do MME com o futuro, sendo reconhecida como uma das iniciativas de eficiência energética mais bem-sucedidas do mundo. 

Leia Também:  Entendimento do STF sobre conteúdo ilegal em redes sociais provoca polêmica no Plenário

O evento também marcou o lançamento do novo Portal Procel, que inaugura um recente ciclo para o programa, oferecendo mais acesso a dados, maior transparência e recursos tecnológicos, além de ser mais acessível e dinâmico para a sociedade.

Confira como foi o evento completo aqui:

 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  CDH aprova proibição de bloqueio do Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  Comissão aprova permissão para tráfego de trator em acostamento de rodovia

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA