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MME destaca potencial em minerais críticos e estratégicos e reforça papel nas cadeias globais da transição energética

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O Brasil reforçou o compromisso com o desenvolvimento sustentável das cadeias de minerais críticos e estratégicos durante o seminário internacional Beyond Extraction: Value Chains for Critical Minerals, realizado nesta quinta-feira (12/3), em Assunção, no Paraguai, durante as Reuniões Anuais do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O evento reuniu representantes de governos, instituições financeiras internacionais, empresas do setor mineral e especialistas para discutir caminhos para ampliar a agregação de valor nas cadeias produtivas de minerais essenciais à transição energética global.

Representando o Ministério de Minas e Energia (MME), o coordenador-geral de Minerais Estratégicos e Transição Energética no Setor Mineral, Gustavo Masili, participou do painel que debateu estratégias para que países produtores avancem além da simples extração de recursos minerais e ampliem sua participação nas etapas mais dinâmicas das cadeias globais de valor.

Durante a discussão, o MME destacou que o Brasil reúne condições singulares para desempenhar papel relevante no suprimento global de minerais fundamentais para tecnologias de baixo carbono, como baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas eletrônicos avançados.

“O Brasil possui vantagens importantes, como diversidade geológica, disponibilidade de recursos minerais relevantes e uma matriz energética predominantemente renovável, fatores que criam condições favoráveis para o desenvolvimento sustentável da cadeia de Minerais Críticos e Estratégicos”, afirmou Masili.

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O Brasil tem buscado estruturar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva mineral, com foco na ampliação do conhecimento geológico, no estímulo à inovação tecnológica, no desenvolvimento da transformação mineral e na atração de investimentos voltados à agregação de valor no território nacional.

Nesse contexto, a agenda brasileira para Minerais Críticos e Estratégicos tem sido construída com atenção às mudanças no cenário internacional, marcado pela crescente demanda por insumos essenciais à transição energética e pela busca de cadeias de suprimento mais resilientes e sustentáveis.

Durante o debate, foi ressaltado que, para países produtores como o Brasil e diversos países da América Latina e do Caribe, a soberania sobre os recursos minerais está diretamente relacionada à capacidade de definir suas próprias estratégias de aproveitamento desses recursos, decidir em quais etapas das cadeias de valor desejam participar e transformar suas vantagens geológicas em desenvolvimento econômico e tecnológico. Essa abordagem busca garantir que a exploração e o uso desses minerais contribuam para a geração de valor agregado, inovação industrial e desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que apoiam uma transição energética justa, inclusiva e ambientalmente sustentável.

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Nesse sentido, fortalecer a participação dos países produtores nas cadeias globais de minerais críticos também significa ampliar sua voz na definição de padrões, estratégias e políticas que orientam essas cadeias, promovendo uma cooperação mais equilibrada entre produtores e consumidores no desenvolvimento das tecnologias associadas à transição energética.

O Brasil tem buscado dialogar com diferentes parceiros internacionais e instituições multilaterais para ampliar oportunidades de cooperação, inovação e desenvolvimento industrial no setor mineral. Essa estratégia procura valorizar o potencial geológico do país e estimular o desenvolvimento de cadeias produtivas mais robustas, capazes de gerar emprego, inovação e desenvolvimento tecnológico.

A participação brasileira no seminário também reforçou a visão de que países produtores de recursos minerais têm papel fundamental na construção de cadeias globais mais equilibradas, nas quais o aproveitamento responsável dos recursos naturais possa contribuir para o desenvolvimento econômico, a diversificação industrial e a promoção de uma transição energética justa e sustentável.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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