Brasil

MME publica quarta emissão do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica 2025

Publicado em

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, nesta sexta-feira (17/4), a quarta edição do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE). O documento é o principal guia para a expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN), consolidando tanto as obras que serão licitadas quanto aquelas que serão autorizadas . O plano detalha a implantação de novas linhas de transmissão, subestações e a modernização de equipamentos em diversas regiões do país.

O estado de Goiás é um dos destaques desta edição, com iniciativas voltadas especialmente para a região Nordeste e para o aumento da capacidade de transformação. Entre os projetos de destaque está a nova Subestação Iaciara 2 (230/138 kV), que operará em conjunto com a nova Linha de Transmissão 230 kV Rio das Éguas – Iaciara 2. Além das novas instalações, o plano prevê um cronograma de substituição de transformadores nas subestações Itapaci (230/69 kV), Águas Lindas (230/69 kV) , Xavantes (230/138 kV) e Goiânia Leste (230/13,8 kV). O reforço da infraestrutura estadual é completado por novas melhorias na SE Serra da Mesa (230/138 kV).

Leia Também:  Medida provisória libera R$ 6 bilhões para renovação de frota de caminhões

Na região Sul destacam-se os estados do Rio Grande do Sul e Paraná, que ganham novas Linhas de Transmissão e novas subestações para atender ao aumento da demanda das distribuidoras locais.

Para o estado do Rio Grande do Sul, contempla obras estratégicas para as regiões de Panambi e Cruz Alta, fundamentadas em estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para mitigar sobrecargas e garantir a segurança elétrica em médio e longo prazo, serão implantadas a Subestação 230/138 kV Passo Real e a LT 69 kV Cruz Alta 1 – Panambi C1. O planejamento inclui ainda reforços em Demais Instalações de Transmissão (DIT) nas subestações Panambi 1 e Cruz Alta 1.

Já no estado do Paraná, o foco está na ampliação da Subestação Iguaçu (230/138 kV). A obra é um desdobramento do Estudo de Confiabilidade para a Região de Foz do Iguaçu e visa adequar a capacidade de transformação ao carregamento projetado para os próximos anos.

As outorgas da região Sudeste irão viabilizar a conexão de data centers ao SIN. A medida busca garantir a infraestrutura energética necessária para suportar o crescimento do setor de processamento de dados na região.

Leia Também:  Comissão aprova projeto com medidas para melhorar segurança em eventos

Acesse aqui a quarta emissão. 

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  Governo federal contrata consultoria para regionalização dos serviços de saneamento e abastecimento de água

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  Veneziano parabeniza governo Lula por tirar o país do Mapa da Fome da ONU

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA