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MPor consolida agenda de inclusão e transforma aeroportos em espaços de acolhimento

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O ano de 2025 marcou a história da aviação civil brasileira com o recorde de movimentação nos aeroportos do país, estimado em cerca de 130 milhões de passageiros. Também foi o ano em que o Ministério de Portos e Aeroportos realizou campanhas e intensificou políticas públicas pela mudança no perfil do acolhimento nos terminais. Reconhecendo que a democratização do acesso aéreo transformou os terminais em espaços de convivência que refletem a diversidade da população brasileira, o MPor consolidou uma agenda de ações voltada para a humanização da experiência de voar, com foco em pessoas neurodivergentes, segurança das mulheres e bem-estar animal.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, as iniciativas respondem a uma demanda crescente da sociedade por serviços públicos que respeitem a diversidade e garantam cidadania. “O transporte aéreo é um serviço essencial e, como tal, precisa estar preparado para receber todos os brasileiros. O aeroporto deve ser um espaço de segurança e conforto, seja para uma família que viaja com uma criança autista, seja para uma mulher que viaja sozinha”, disse.

“O transporte aéreo é um serviço essencial e, como tal, precisa estar preparado para receber todos os brasileiros” Silvio Costa Filho

Acolhimento neurodivergente

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Um dos avanços mais significativos foi a implementação do Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Superando as metas iniciais do Plano Viver sem Limites, o Brasil já conta com 22 salas multissensoriais em operação nos aeroportos, que são projetados para oferecer um ambiente controlado, com iluminação e estímulos adequados, permitindo que passageiros neurodivergentes possam se autorregular e aguardar o voo com tranquilidade.

Além da estrutura física, o programa investiu na capacitação das equipes de solo e bordo para um atendimento humanizado

Proteção e respeito às mulheres

Para enfrentar a violência de gênero, o MPor, em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e concessionárias, intensificou a campanha “Assédio Não Decola”. A ação estabeleceu protocolos claros de prevenção e denúncia contra a importunação sexual e a violência política de gênero no ambiente aéreo. Já em dezembro de 2025, essa mobilização foi ampliada com o lançamento da campanha “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”. A iniciativa utiliza a grande circulação dos terminais para conscientizar a sociedade sobre o combate à violência contra a mulher.

O conjunto de ações inclui a distribuição de guias com orientações para passageiros e funcionários, além da ampliação dos canais de denúncia. O objetivo é criar uma rede de proteção que iniba comportamentos abusivos e ofereça suporte imediato às vítimas, tanto em solo quanto dentro das aeronaves.

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Transporte seguro de animais

Reconhecendo que os animais de estimação são parte, hoje, das famílias brasileiras, o ministério lançou o Plano de Transporte Aéreo de Animais (PATA). A medida, construída em diálogo com companhias aéreas e entidades de proteção animal, visa padronizar e elevar a segurança no transporte de pets.

O programa resultou na criação de guias de boas práticas, que detalham desde a preparação da caixa de transporte até os cuidados veterinários prévios. O foco é reduzir riscos e garantir que o deslocamento de cães e gatos ocorra com o máximo de bem-estar, transparência nas regras e segurança operacional.

Além da experiência do passageiro, a agenda social do MPor também abrange a formação profissional. Em parceria com o Sesta e Senat, foram ofertadas 74 bolsas de estudo integrais para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, destinadas prioritariamente a jovens de baixa renda e mulheres. A medida visa democratizar o acesso às carreiras da aviação civil, garantindo mão de obra qualificada para sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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