Brasil

Nordeste registra alta de 10% na movimentação aérea em fevereiro

Publicado em

A movimentação aérea no Nordeste brasileiro manteve a trajetória de crescimento em fevereiro, com avanço de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registrados 10,5 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, refletindo os efeitos dos investimentos em infraestrutura aeroportuária. Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Do total de passageiros transportados em fevereiro, 7,8 milhões viajaram em voos domésticos, número é 8,3% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 7,2 milhões. O desempenho confirma a recuperação do setor e o aumento da demanda por viagens dentro do país, especialmente em regiões com forte vocação turística, como o Nordeste.  

“O avanço da movimentação aérea no Nordeste mostra que estamos no caminho certo, com investimentos que ampliam a conectividade e fortalecem a economia regional. Nosso foco é garantir infraestrutura de qualidade e ampliar o acesso da população ao transporte aéreo”, destaca o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.  

Leia Também:  Senado entrega Diploma José Ermírio de Moraes a três empresários

Na região, os aeroportos de Recife, Salvador e Fortaleza seguiram liderando a movimentação, com 835.299, 691.747 e 465.329 passageiros, respectivamente. O protagonismo desses terminais evidencia a importância dos grandes hubs nordestinos para a distribuição de voos e a integração nacional.  

Um dos principais destaques do período foi o fortalecimento do Aeroporto do Recife como hub regional. Após investimentos e obras de modernização conduzidas pela Aena Brasil, o terminal vem ampliando sua capacidade operacional e atraindo novas rotas, como com a cidade do Porto, em Portugal, e Praia, em Cabo Verde, consolidando-se como ponto estratégico para conexões no Nordeste.  

Outro dado que chama atenção é o crescimento expressivo do Aeroporto de Porto Seguro, que registrou aumento de 37% na movimentação de passageiros. O terminal passou de 172.006 viajantes em fevereiro de 2025 para 235.822 em 2026, reforçando a força do turismo na região e a consolidação do destino no cenário nacional.  

Entre as rotas, a ligação entre Recife e São Paulo (Aeroporto de Guarulhos) foi a mais movimentada do Nordeste no mês, com 157.826 passageiros.   

Leia Também:  CDH analisa na quarta-feira projeto sobre comunidade LGBTQIA+

Para o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, os resultados refletem também o trabalho do Ministério de Portos e Aeroportos na ampliação da infraestrutura e na atração de investimentos privados. “Nos últimos anos, o Governo Federal tem avançado na concessão de aeroportos e na modernização de terminais, com aportes milionários que vêm melhorando a qualidade dos serviços e ampliando a capacidade de atendimento.”  

Assessoria Especial de Comunicação  
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  Câmara encaminha ao STF esclarecimentos sobre emendas de comissão ao Orçamento

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  CDH analisa na quarta-feira projeto sobre comunidade LGBTQIA+

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA