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Programa AmpliAR garante R$ 25,3 milhões para modernização do aeroporto de Porto Alegre do Norte (MT)

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O Aeroporto Municipal de Porto Alegre do Norte (MT) foi arrematado pela concessionária GRU Airport durante a primeira rodada do Programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O terminal, único do estado contemplado nesta fase, receberá R$ 25,3 milhões em investimentos privados, destinados à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional. O processo segue agora para as etapas de habilitação e assinatura contratual.

Criado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o AmpliAR tem como objetivo fortalecer a aviação regional. Nesta primeira etapa do programa foram priorizados aeroportos da região da Amazônia Legal e do Nordeste, garantindo mais conectividade, desenvolvimento econômico, segurança operacional e inclusão social.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a concessão marca um novo capítulo para o município. “O Programa AmpliAR demonstra o compromisso do Governo Federal com uma aviação regional forte, inclusiva e estruturada. Porto Alegre do Norte vai contar com um aeroporto moderno, seguro e preparado para gerar emprego, atrair investimentos e melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.

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Desenvolvimento regional e impacto econômico

Desenvolvimento regional
Desenvolvimento regional

A modernização do aeroporto vai ampliar a integração aérea do município com grandes centros urbanos, facilitar o deslocamento de passageiros, fortalecer o transporte de cargas e expandir oportunidades de negócios. A iniciativa também deve impulsionar o turismo regional, fortalecer a economia e apoiar eventos estratégicos para o setor produtivo local.

Com pista asfaltada de 1.600 metros, uma das mais estruturadas da região, o aeroporto será aberto ao tráfego público e preparado para operações com aeronaves de maior porte, ampliando de forma significativa a capacidade operacional. O terminal atenderá não apenas o município, mas uma população estimada em 250 mil habitantes, distribuída em uma área superior a 1.200 km sem aeroportos estruturados, garantindo acesso mais ágil a serviços, mercados e centros urbanos.

Para o ministro, os resultados vão além da infraestrutura física. “Um aeroporto estruturado movimenta a economia, fortalece o agronegócio, apoia o comércio e cria novas oportunidades. O AmpliAR tem essa missão: transformar realidades e levar desenvolvimento onde ele faz a diferença”, destacou Silvio Costa Filho.

Conectividade, logística e saúde

Porto Alegre do Norte se destaca pela forte vocação agropecuária. Com o novo aeroporto modernizado, produtores, empresas e empreendedores terão maior agilidade para deslocamentos, transporte de cargas, negócios e conexões estratégicas com o restante do país. “Estamos falando de infraestrutura que transforma realidades. Um aeroporto estruturado fortalece o agronegócio, movimenta a economia, gera emprego e abre novas oportunidades para a região”, afirmou Silvio Costa Filho.

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A nova estrutura também terá impacto direto na saúde pública. A mais de 1.000 quilômetros de Cuiabá, referência hospitalar do estado, Porto Alegre do Norte passa a contar com condições mais seguras para operações aeromédicas e remoção de pacientes em situações de urgência, reduzindo tempos de resposta e ampliando as chances de atendimento adequado.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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