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Sessão em homenagem à FAB destaca atuação da força além da defesa

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O Senado comemorou nesta quinta-feira (23), em sessão especial, o Dia do Aviador e o dia da Força Aérea Brasileira (FAB). A sessão de homenagem, feita a pedido do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), reuniu representantes da FAB, da aviação das forças de segurança e do setor de aviação civil.

Autor do requerimento para a sessão (RQS 467/2025), Pontes destacou que ambas as datas, comemoradas anualmente em 23 de outubro, remetem ao ano de 1906, quando o brasileiro Alberto Santos Dumont realizou o primeiro voo mecânico controlado de uma máquina “mais pesada que o ar” — o 14 Bis — em Paris. O feito, lembrou o senador, marca não apenas o nascimento da aviação, mas o protagonismo do Brasil na história da humanidade.

— Naquele voo, que durou apenas sete segundos e alcançou poucos metros de altura, o que realmente se elevou foi orgulho de um povo inteiro. O Brasil mostrou ao mundo que a ousadia e o conhecimento andam lado a lado e que a fé e a ciência, quando caminham juntas, fazem o impossível acontecer. A partir daquele momento, o sonho de voar passou a fazer parte da alma brasileira — disse o senador.

Oficial da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB), Pontes também prestou homenagem à instituição. Ele destacou o profissionalismo, a dedicação e a coragem dos que trabalham na FAB e informou que o Congresso será iluminado em azul e branco para comemorar a data.

— Essa autorização, concedida pela senadora Daniela Ribeiro, primeira-secretária da Casa, representa não só um gesto de deferência institucional, mas também um reconhecimento da importância da aviação e da Força Aérea Brasileira para o nosso país. Nos dias 29 e 30 de outubro a fachada e a cúpula do Senado Federal, que simbolizam o coração do Poder Legislativo deste país, serão iluminadas — comemorou Pontes.

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Cerimônia

Logo no início da sessão, os presentes ouviram o Hino Nacional, interpretado pela Banda de Música da Base Aérea de Brasília, que também tocou o Hino do Aviador. Depois, os participantes assistiram a um vídeo sobre a FAB, que atua em áreas como manutenção da soberania do espaço aéreo, transporte de órgãos, ajuda humanitária e apoio aos povos isolados da Amazônia.

— A atuação da FAB vai muito além da defesa militar. A aviação de transporte, por exemplo, realiza missões de resgate; transporte de pacientes, suprimentos e vacinas; e ajudas. Ela é, nas palavras da instituição, “uma força que protege integra o país levando o suprimentos e salvando vidas. A FAB é a certeza de que o cidadão que vive na ponta da Fronteira não está abandonado. O ronco de seus motores é o som da presença, é o som da saúde, é o som da esperança — disse o senador Dr. Hiran (PP-RR).

O comandante da FAB, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, foi homenageado com Diploma de Honra ao Mérito do Senado. A homenagem, de acordo com o senador Astronauta Marcos Pontes, se dá em função da carreira exemplar e da atuação do comandante em prol do Brasil.

— Desejo que todos nós, brasileiros e brasileiras, estejamos sempre juntos em favor do nosso país, de forma contribuir para um futuro de prosperidade e progresso condizente com a estatura histórica estratégica do nosso amado Brasil. Parabéns aviadores, parabéns à força aérea brasileira sempre presente onde o Brasil precisar.

Homenagem

O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Luiz Ricardo de Souza Nascimento, e o reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, falaram do orgulho que representa para a aviação receber a homenagem do Senado.

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Para Lorenzi, a sessão reforça a convicção nas instituições e também a crença de que o setor de defesa é vai além do que muitos enxergam.

— O setor de defesa extrapola o que normalmente vemos. A defesa permite, também, desenvolver a ciência e tecnologia, que não poucas vezes na história da humanidade fazem com que países e nações se destaquem no cenário geopolítico mundial. Isso se dá  por meio, entre outros motivos, da geração de emprego e de renda e talvez, principalmente, pela oportunidade de levar à sociedade os produtos oriundos das atividades das pesquisas básica e aplicada — explicou

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Tiago Rosa da Silva, lembrou que o Brasil é reconhecido pela excelência em treinamento de pilotos e padronização e que exporta pilotos para os maiores mercados do mundo. Ele lembrou aos colegas que é preciso ter orgulho da profissão.

— Nós temos que ter muito orgulho dessa profissão. (…) Uma coisa é certo que está enraizada conosco: o último pilar de segurança de voo somos nós. Essa excelência, esse treinamento, nos vai cobrar esse preço neste momento e isso ninguém vai nos tirar. Meu voto, nosso voto é que continue enraizado não só nos aviadores, mas em toda a indústria aeronáutica como nós enxergamos hoje — afirmou.

Também fizeram homenagens durante a sessão os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Damares Alves (Republicanos-DF), o comandante do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da Polícia Militar do Distrito Federal, Fernando Eduardo Ramos Paz, e o diretor da Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac) Carlos Clementino Perin Filho.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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