Brasil

TV Câmara conquista prêmio de inovação no setor público

Publicado em

O projeto da TV Câmara “Transmissão interativa da Câmara dos Deputados: informação, entendimento e letramento político em tempo real” ganhou o 2º lugar do 5º Prêmio Conexão Inova, na categoria Comunicação Pública: ações em andamento. A premiação ocorreu na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

A transmissão interativa da Câmara dos Deputados teve início em 2021, com o objetivo de aumentar a compreensão do cidadão sobre o processo legislativo. Para isso, são usadas telas interativas com informação em tempo real que explicam, por exemplo, os termos do regimento interno – como as fases de uma discussão ou votação – e os serviços oferecidos pela Câmara, como o que permite o acompanhamento automático de projetos de interesse.

Além disso, por meio de QR code na tela da TV, o telespectador pode, com o uso de um aparelho sempre à mão de todos – o celular –, acompanhar eventos que ocorrem de forma simultânea na Câmara, acessar relatórios e pareceres que estão em análise, enviar perguntas para participantes de audiências públicas interativas e saber tudo sobre o mandato dos deputados, de gastos do gabinete a projetos apresentados.

Reprodução/YouTube
Deputada discursa na tribuna
QR code aponta para a pauta da sessão do Plenário

Leia Também:  Projeto de lei aumenta pena para tráfico de crack

“O nosso foco é aproximar o cidadão dos seus representantes. Para isso, as pessoas precisam entender o que se passa na Câmara e, para isso, precisamos traduzir o processo legislativo e os termos usados na discussão. O que buscamos e temos alcançado cada vez mais é que, a transparência oferecida pelas transmissões ao vivo dos eventos da Câmara, leve à compreensão e à interação com os deputados”, explica a diretora da TV Câmara e idealizadora do projeto, Ginny Morais.

De 2021 até hoje, tem crescido o número de telespectadores que acessam os QR codes veiculados na TV Câmara. Os dados começaram a ser monitorados a partir de setembro de 2023. No ano de 2024, de fevereiro a dezembro, foram geradas 3.612 telas com QR codes, que registraram 34.982 acessos.

Sobre o prêmio
O Conexão Inovação Pública é uma rede de inovação no setor público formada por pessoas, servidoras públicas ou não, de todo o Brasil, que busca divulgar as principais inovações no setor público brasileiro, com projetos que se destacaram em áreas como serviços públicos, inovação aberta, linguagem simples, transformação digital, inteligência artificial, comunicação pública, gestão pública, entre outros temas.

Leia Também:  Após recesso, deputados retomam votações nesta semana

Da TV Câmara
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Brasil

Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

Published

on

Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

Leia Também:  CDH vai debater a violência sexual contra crianças e jovens na segunda

A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

Leia Também:  Inscrições para o XVIII Concurso para magistratura federal encerram segunda-feira (20/6)

Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA