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Compras compartilhadas geram economia na Justiça Federal da 5ª Região

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No segundo ano de adoção do modelo de compras compartilhadas, a Justiça Federal da 5ª Região (JF5) conseguiu economizar, potencialmente, um total de R$ 26.256.467,56, durante o exercício de 2022. A prática já havia gerado bons resultados para a JF5, em 2021, apresentando uma economia de pouco mais de R$ 7 milhões.

O modelo compartilhado de compras permite a contratação para um grupo de participantes previamente interessados em determinadas aquisições, cuja condução do processo licitatório e pregões ficam a cargo de um órgão ou entidade da Administração Pública. No caso da 5ª Região, tanto o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) quanto as seis seções judiciárias vinculadas (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe) utilizam esse tipo de serviço, com aquisições de forma regionalizada.

Em 2022, boa parte dessa economia potencial, na 5ª Região, decorreu de contratações ou aquisições de soluções na área de Tecnologia da Informação (TI). Utilizando o modelo de compras compartilhadas, um pregão regional para aquisição de notebooks e kit de produtividade, com garantia de 60 meses, por exemplo, foi homologado por pouco mais de R$ 14 milhões. O valor estimado desse tipo de aquisição, porém, superava os R$ 20 milhões.

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Outra economia para a JF5 envolveu a aquisição de Solução NGFW, com licenças e garantias para 48 meses. A compra, que tinha um valor estimado em R$ 15.992.214,47, foi finalizada por R$ 7.926.544,29, uma redução de quase 50% do custo inicial.

Mais eficiência

A adoção do modelo na 5ª Região não apenas diminuiu gastos: também promoveu maior eficiência das atividades administrativas em toda a JF5. O TRF5 e as seis seccionais já chegaram a ter sete equipes mobilizadas para adquirir um mesmo produto, de forma individualizada. Com a adoção do modelo de compras compartilhadas, agora, uma única equipe, em toda a 5ª Região, dá seguimento ao processo licitatório. Além do ganho em escala, o modelo também permite um melhor planejamento das contratações públicas e otimiza o trabalho de servidores e servidoras.

Com a economia decorrente das compras regionalizadas, os recursos são destinados a novos projetos ou mesmo utilizados para antecipar projetos de anos seguintes, principalmente na área de TI. “Quando a gente contrata uma solução de segurança regional ou de máquinas, de computadores, de notebooks, isso tudo faz com que a ganhemos na economia de escala: as pessoas vendem mais barato porque estão vendendo uma quantidade muito maior. Isso faz com que a gente consiga antecipar projetos de infraestrutura de TI, de segurança, que é uma área que precisamos investir muito”, explicou a diretora geral do TRF5, Telma Motta.

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Como funciona

Por meio de um sistema eletrônico, uma unidade consulta as demais sobre o interesse na aquisição de determinado bem ou serviço. A partir daí, é formada uma equipe regional de planejamento e contratações, com representantes de todas as unidades participantes, para dar seguimento ao processo de licitação de forma regionalizada.

A implantação desse novo modelo de compras está prevista no Ato nº 268/2021, da Presidência do TRF5. O documento considera, entre outros aspectos, a Resolução n. 347/2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina a implementação e manutenção de instâncias, mecanismos e instrumentos de governança das contratações públicas.

Pelo normativo do CNJ, as licitações para contratação de bens e serviços de uso comum pelos órgãos do Poder Judiciário deverão, preferencialmente, ser efetuadas por compras compartilhadas. O CNJ também recomenda a criação de equipes multidisciplinares e interinstitucionais, formadas por integrantes de diversas áreas das contratações.

Fonte: TRF5

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão orçamentária e financeira

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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