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Conselheiro do CNJ conhece detalhes de programa de proteção a mulheres no Ceará

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A experiência com o programa “Proteção na Medida” foi tema de reunião entre a presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, e o conselheiro Márcio Luiz Coelho de Freitas, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada na quinta-feira (26/1). O supervisor da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres demonstrou interesse pela plataforma colaborativa que reúne, no mesmo espaço virtual, diversos órgãos de proteção às vítimas.

“Esse é um programa de certa forma inovador, que traz uma perspectiva de atuação mais efetiva, e vai tornar a possibilidade de proteger as mulheres vítimas de violência mais concreta. Pegar essa experiência aqui do Ceará, um estado plural, que vem sendo aplicada e vem funcionando, e verificar a possibilidade de até nacionalizar isso e expandir para outros tribunais, para outros estados, vai ao encontro da importância que essa pauta tem no âmbito do CNJ”, destacou o conselheiro.

“É muito bom quando você apresenta um programa que você já tem resultados. Se deu certo no Ceará, pode dar certo em qualquer estado da federação”, afirmou a presidente do TJCE.

O conselheiro ainda elogiou a expansão da quantidade de Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na atual Gestão, com a implantação de unidades especializadas nas Comarcas de Crato, Sobral, Caucaia e Maracanaú. Com isso, o Judiciário cearense passou a contar com sete Juizados da Mulher.

“Em 2019, o CNJ, juntamente com o IPEA, fez um estudo sobre as condições de atuação do Judiciário em relação ao enfrentamento da violência doméstica. E um dos principais pontos apresentados foi a necessidade de ampliação das unidades especializadas. Isso que o Tribunal de Justiça do Ceará fez agora é exatamente uma medida importante e necessária pra gente ampliar a efetividade da nossa atuação”, acrescentou Márcio Freitas.

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A luta contra esse tipo de violência e pela valorização feminina é uma das bandeiras da atual gestão do Judiciário estadual. Para a desembargadora, é necessário assegurar que as mulheres “se sintam mais acolhidas, com a autoestima recuperada, com novas perspectivas de vida, porque sabem que a Justiça está ali para garantir o cumprimento da Lei Maria da Penha”.

Participaram da reunião o juiz Tiago Dias, gestor e idealizador do “Proteção na Medida”; a juíza Rosa Mendonça, titular do 1º Juizado da Mulher de Fortaleza; e o juiz Ricardo Alexandre Costa, auxiliar da Presidência do TJCE. Também presentes o coordenador de Inteligência de Dados da Secretaria de Planejamento e Gestão do Tribunal, Ricardo Gleidson de Vasconcelos, e a consultora Marcele Arruda, que atua no Programa de Modernização do Judiciário cearense (Promojud).

Durante o encontro, o juiz Thiago Dias entregou à presidente do TJCE o livro “Feminicídio: mapeamento, prevenção e tecnologia”, que tem coautoria da professora Rebeca Quezado e do professor Antônio Macedo. A publicação traz dados obtidos no Portal e-SAJ nos anos 2018 e 2019, relacionados às cinco varas do júri de Fortaleza, com diagnóstico sobre quem são as vítimas, os agressores e as características mais relevantes dos casos de feminicídio levados a julgamento. Ainda aborda as formas de atuação, especialmente do Judiciário, para prevenção, notadamente por meio de uma proposta de avaliação de risco e ação integrada entre diversos órgãos, norteada por uma gestão de dados.

Modernização do Judiciário

O Promojud também contempla iniciativas de proteção à mulher por meio do Projeto de Fortalecimento do Enfrentamento à Violência Doméstica do TJCE, responsável pelas melhorias tecnológicas e expansão das unidades que utilizam o “Proteção na Medida”. Na segunda-feira (23/1), teve início a aplicação do Formulário Nacional de Aplicação de Risco pela Casa da Mulher Cearense do Cariri, após a capacitação e o cadastramento dos usuários no sistema “Proteção na Medida”. Atualmente, a Casa da Mulher Brasileira, em Fortaleza, o 1° e 2° Juizados da Mulher da Capital também utilizam a ferramenta, além da Comarca de Acaraú, no interior do Ceará, onde teve início a experiência.

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Além disso, estão sendo realizadas mentoria e definição dos fluxos de atendimento à mulher junto aos magistrados responsáveis pelas Comarcas de Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, para utilização da ferramenta, o que ocorrerá em breve.

Na sexta-feira (20/1), foi homologada a nova versão (PNM 1.4.0) do programa “Proteção na Medida”, com correções e a implementação de novas funcionalidades, como registro de reincidência, modificação dos campos obrigatórios relacionados à vítima no cadastro de ocorrência (nome, nome da mãe e data de nascimento ou nome e CPF. Caso a vítima não possua CPF, deverá ser informado nome, nome da mãe e data de nascimento, estando todos estes campos disponíveis na tela, e inclusão de informações se o agressor faz parte de facção criminosa ou das forças de segurança no cadastro da ocorrência.

O Promojud inclui uma operação de crédito, do TJCE, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para promover mudança profunda e estrutural na Justiça do Ceará, com foco na transformação digital. O objetivo é promover mais celeridade e efetividade, por meio do aprimoramento dos serviços ao cidadão e do fortalecimento da governança e da gestão. Já o “Proteção na Medida” é um sistema informatizado que permite analisar os casos de violência em que há maiores fatores de risco às vítimas, entre outras informações importantes para quem atua nos processos de violência contra a mulher.

Fonte: TJCE

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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