CNJ

Curso aborda Prevenção ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo

Publicado em

Compartilhe

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) iniciou, nesta quarta-feira (15/2), o Curso de Formação de Formadores (CFC) com o tema “Prevenção e Persecução do Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo na  Justiça do Trabalho”. O evento é uma parceria da Enamat, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Ministério da Justiça.

O CFF acontece nos dias 15 e 16 de fevereiro, na sede da escola, em Brasília. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Lelio Bentes, e o diretor da Enamat, ministro Mauricio Godinho Delgado, abriram as atividades.

Programa institucional

De acordo com o presidente do TST e do CSJT, a formação vem reforçar o compromisso de juízas e juízes na atenção aos mais vulneráveis  e no comprometimento com os Direitos Humanos e a justiça social.

“Vamos multiplicar os conhecimentos juntos aos tribunais regionais, o que nos auxiliará, de forma essencial, na formulação dos princípios e diretrizes  que ensejarão a formulação da nossa política de combate  ao trabalho escravo, o tráfico de pessoas  e proteção dos trabalhadores imigrantes”, disse. “Isso nos levará a uma afirmação de uma política de trabalho decente, estruturada e efetiva na nossa Justiça do Trabalho”, completou.

Leia Também:  PF combate tráfico de drogas em quatro estados

Práticas ilícitas 

Segundo o diretor da Enamat, apesar de não ser competência da Justiça do Trabalho julgar demandas sobre o tráfico de pessoas e imigração, essas práticas podem resultar em outras formas de exploração, como o trabalho escravo e degradante.

“Enfrentamos o problema do trabalho escravo que, muitas vezes, é resultado dessas práticas ilícitas. Por isso é muito importante trazermos esse debate para o dia a dia dos que fazem a Justiça do Trabalho”, resumiu o ministro Mauricio Godinho Delgado.

Fortalecimento 

Para o representante no Brasil da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Stéphane Rostiaux, a formação é uma oportunidade de extrema relevância pelo alcance da disseminação das informações. “Ao retornarem aos tribunais de origem,  juízas e juízes irão replicar essa capacitação junto aos seus servidores, ampliando a compreensão e o conhecimento  sobre o tema, fortalecendo nossa rede de parceiros no enfrentamento  a esses crimes”, explicou.

Programação

Entre outras atividades, estão programadas palestras sobre legislação nacional e internacional, divulgação de pesquisas sobre o tráfico de pessoas e trabalho escravo, simulações de escuta qualificada a grupo vulneráveis, além de debates sobre o trabalho escravo no garimpo ilegal e zonas de desmatamento, e tráfico de crianças e adolescentes no esporte. O curso é destinado a magistratura do trabalho e estão participando da capacitação os integrantes do  grupo de trabalho, criado no âmbito do TST e do CSJT, para elaborar ações de enfrentamento ao trabalho escravo  e tráfico de pessoas.

Leia Também:  Profissionais do Tribunal de Santa Catarina iniciam trabalho para reduzir reincidência

Confira a programação completa.

Fonte: ENAMAT

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais

Fonte: CNJ

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CNJ

Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

Published

on

Compartilhe

A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

Leia Também:  PF combate corrupção no Ceará

As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

Leia Também:  PF atua no combate ao contrabando de cigarros

Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA