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Força-tarefa do Tribunal do Maranhão realiza inspeção em estabelecimentos penais

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Uma força-tarefa encabeçada pela 1ª Vara de Execuções Penais (VEP) da Comarca da Ilha de São Luís está realizando uma inspeção em 19 unidades prisionais da região metropolitana da capital, ao longo do mês de março, para verificar a  gestão da lotação prisional, em busca de soluções para evitar a superlotação carcerária.

O juiz Rommel Cruz Viégas, coordena a inspeção pela 1ª VEP, que irá levantar informações sobre o número de vagas existentes nos presídios, de modo a possibilitar a realização do fracionamento das vagas nas unidades judiciais, garantindo, dessa forma, a justa distribuição na relação preso x vaga e o respeito aos direitos das pessoas presas, conforme a Constituição Federal e a Lei de Execução Penal (nº 7.210/1984)

Durante a inspeção serão levantadas informações sobre o total de vagas por regime de cumprimento; o número de pessoas presas na unidade prisional, por regime, e o modo de distribuição dessas pessoas nas unidades prisionais.

O levantamento indicará se há situações de excesso de ocupação nas celas; se o local é compatível com o regime penal, se há pessoas juntas com regimes de cumprimento de pena diversos e, também, identificar ações de combate à ação de facções criminosas no ambiente prisional.

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JUÍZES DA FORÇA-TAREFA

A força-tarefa é formada pelos juízes Carlos Alberto Matos Brito, Cristiano Simas Sousa e Antônio Elias de Queiroga Filho, indicados pela Corregedoria Geral da Justiça. Colaboram nas atividades a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (SEAP) e os arquitetos e engenheiros da equipe de engenharia do Tribunal, chefiada por Yasmim Melo.

A inspeção está sendo realizada por solicitação da Unidade de Monitoramento do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Maranhão e do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O relatório final sobre o resultado das inspeções deverá ser encaminhado à UMF e, posteriormente, ao CNJ.

O trabalho da força-tarefa é supervisionado pelos magistrados Francisco Ronaldo Oliveira, desembargador coordenador-geral da UMF/TJMA e Douglas de Melo Martins, juiz coordenador.

CENTRAL DE REGULAÇÃO DE VAGAS PRISIONAIS

O levantamento irá instruir a tomada de decisão em relação às ações para operacionalizar a “Central de Regulação de Vagas Prisionais” – que tem como projeto piloto a Comarca da Ilha de São Luís -, acertada entre o Tribunal de Justiça e o CNJ, em reunião de alinhamento no dia 3 de dezembro de 2022.

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Segundo informações do “Manual para a Gestão da Lotação Prisional” do CNJ, a Central de Regulação de Vagas é um instrumento de gestão da ocupação de vagas destinado a regular o equilíbrio de ocupação carcerária. O equilíbrio da ocupação visa à manutenção de prisões dentro da capacidade máxima das unidades.

PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE

A política da Central é fundamentada no “Princípio da Taxatividade”, previsto na Resolução Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (nº 5/2016), que norteia a política criminal brasileira e dispõe sobre os indicadores para fixação de lotação máxima nos estabelecimentos penais.

Segundo esse princípio, a lotação do estabelecimento penal deve ser compatível com sua estrutura e finalidade; “há um número máximo de vagas e cada vaga só pode ser ocupada por uma pessoa”.

A Resolução do CNPCP considera que a superlotação “não é compatível com o processo de ressocialização” e que os cárceres “implicam no aumento da criminalidade, inclusive, com a elevação das taxas de reincidência”.

Fonte: TJMA

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão da Justiça criminal

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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