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Justiça Federal da 3ª Região debate sobre assédio moral e sexual e discriminação

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A Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3ª Região (Emag) realizou, no dia 7/2, a palestra “Assédio moral, assédio sexual e discriminação; vamos falar sobre isso?”. O evento, voltado ao público interno do tribunal, ocorreu na modalidade híbrida.

A presidente do TRF3, desembargadora federal Marisa Santos, abriu o evento e parabenizou os envolvidos no lançamento da cartilha de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e Discriminação, trabalho desenvolvido por membros das comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e Discriminação da Justiça Federal da 3ª Região. O órgão tem jurisdição em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. “A minha saudação a todos que se empenharam nesta tarefa e dão evidência e dimensão ao problema, que infelizmente ainda está muito presente na sociedade e nas instituições.”

O encontro contou com a participação da conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Salise Sanchotene, e da advogada especializada em questões de gênero Mayra Cotta.

A conselheira do CNJ Salise Sanchotene ressaltou o papel do Conselho na construção da política de enfrentamento do assédio e a necessidade de internalização nos tribunais do país. A desembargadora federal mencionou o fato de a mulher ser a principal vítima nos casos. “Nós temos que trabalhar o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero dentro das instituições para ações judiciais e também no âmbito administrativo”, reiterou.

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O presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e Discriminação (Ceama) no TRF3, desembargador federal José Lunardelli, destacou o trabalho integrado das comissões. Já a presidente da Ceama na Justiça Federal em São Paulo, juíza federal Maria Fernanda de Moura e Souza, ressaltou a composição paritária com a colaboração de magistrados, servidores, estagiários e terceirizados. “Se nós queremos reduzir as distâncias e falar sobre respeito e igualdade, é necessário o acesso a visões diferenciadas”, afirmou.

Para a advogada Mayra Cotta, o assédio é um problema enfrentado pela maioria das mulheres nos locais de trabalho. “E precisa ser combatido desde a piada sem graça, do toque indesejado, do desconforto gerado. Ele não pode ser mais tolerado nem naturalizado. O Judiciário deve ser responsável não só pela criação de ambientes internos seguros e dignos, como pelo provimento da justiça, a fim de que mulheres que estejam passando por situações problemáticas se sintam seguras para denunciarem seus casos”, concluiu.

Lançamento de cartilha

Em 2022, o TRF3 publicou a Resolução PRES nº 521/2022, que instituiu a “Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação na Justiça Federal da 3.ª Região (JF3R)”. A resolução apoiou-se em três alicerces: gestão e organização do trabalho; formação de magistrados e servidores; e comunicação. No tópico comunicação, foram previstas a promoção de campanhas de conscientização; rodas de conversa e palestra, além da confecção de uma cartilha.

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“Por meio da escola, pode-se fazer a difusão de conhecimento e a capacitação para abordagem e compreensão do tema”, destacou o diretor da Emag, desembargador federal Nino Tolda.

Para a juíza federal Maria Fernanda de Moura e Souza, a cartilha traduz o que está escrito em normas e facilita o entendimento de uma temática complexa. “É um chamado para que possamos olhar com cuidado as nossas relações, pessoais e no trabalho, de um modo saudável”, disse.

O juiz federal Ney Gustavo Paes de Andrade, integrante da Ceama na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, salientou as atividades desenvolvidas na seccional. “Nós elaboramos rodas de conversa para tratar da comunicação não violenta, com a participação de especialistas no assunto. Além disso, a cartilha vem para concretizar o trabalho feito no âmbito da comissão no estado”, finalizou.

Fonte: TRF3

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão de pessoas

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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