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Justiça sul-mato-grossense participa da sanção da Lei de Política de Alternativas Penais

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Carlos Eduardo Contar, e o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e da Coordenadoria das Varas de Execução Penal (GMF/COVEP/MS), desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques, estiveram presentes na Governadoria durante sanção, pelo governador Reinaldo Azambuja, da lei que cria a Política Estadual de Alternativas Penais em Mato Grosso do Sul, Lei n. 5.981/2022.

A normativa, de iniciativa do Poder Executivo, foi fruto dos diálogos fomentados pelo tribunal, por intermédio da GMF/COVEP/MS, em articulação com Ministério Público Estadual, Defensoria Pública Estadual, Poder Legislativo, Poder Executivo, Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), e a sociedade civil, cujas discussões se deram no âmbito do Grupo Gestor de Alternativas Penais. A ação contou, também, com o apoio do Programa Fazendo Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ/PNUD).

Com a publicação de referido diploma legal, Mato Grosso do Sul deu mais um passo importante para o fortalecimento da política de alternativas penais no Estado. A lei sedimenta o enfoque restaurativo, em substituição à privação de liberdade, além de dar outras providências. Outra vez, o Mato Grosso é um dos pioneiros a instituir formalmente uma política estadual de alternativas penais.

Durante o ato de sanção, o presidente do TJMS ressaltou o trabalho conjunto do Executivo com o Judiciário em diversas parcerias. O desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques, por sua vez, destacou que a iniciativa traz importante avanço para toda a sociedade sul-mato-grossense e amplia as possibilidades de efetivação do cumprimento das alternativas penais com responsabilidade e inclusão.

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“Mato Grosso do Sul é hoje o estado do Brasil que tem a maior população carcerária em relação ao número de habitantes. Isso é muito fruto de sermos o Estado que mais apreende drogas. Mais de 60% dos presos vêm do tráfico e acaba ‘congestionando’ o sistema prisional. Buscar essas alternativas penais de ressocialização, cumprimento da pena, inclusão e trabalho, além de outras alternativas, é muito inteligente”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

De acordo com a normativa, consideram-se alternativas penais as medidas judiciais diversas do encarceramento como resposta a conflitos e violências, no âmbito da Justiça Criminal, orientadas pela autonomia e autorresponsabilização, e com o fim de restaurar as relações sociais e promover a cultura de paz. A lei está em consonância com o Manual de Gestão para as Alternativas Penais e com a Resolução CNJ nº 288/2019, que define a política institucional do Poder Judiciário para a promoção da aplicação de alternativas penais.

Também participaram do ato o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, a procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, a consultora legislativa do Estado, Doriane Chamorro, a coordenadora estadual do Programa Fazendo Justiça (CNJ/ PNUD), Juliana Resende, e a servidora do GMF/COVEP, Franciele Sgarbossa.

Outras ações

O GMF/COVEP e o Programa Fazendo Justiça, desde 2019, fomentaram a inclusão de ações de alternativas penais no Plano Orçamentário (PPA), a fim de ter condições de realizar políticas públicas de alternativas penais a partir de 2023.

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Além disso, foi instituído o grupo Interinstitucional de Alternativas Penais, composto pelos seguintes integrantes: Supervisor do GMF/COVEP/MS; pelos juízes membros do GMF/COVEP/MS; juiz coordenador da Coordenadoria das Audiências de Custódia; juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher; Ministério Público Estadual; Defensoria Pública Estadual; Sejusp; Agepen; OAB; Universidades Federal e Estadual; Prefeitura Municipal local; equipe estadual do Programa Fazendo Justiça (CNJ/PNUD) e sociedade civil.

O Grupo Interinstitucional foi criado em 2021 e formalizado em 2022, por meio da Portaria nº 2.493/2022. O grupo tem como objetivo discutir, articular e desenvolver normativas técnicas, planos de trabalho e propostas de execução e de estruturas voltadas à política estadual de alternativas penais, de modo integrado e coordenado.

O GMF/COVEP também tem dado aporte técnico para elaboração e desenvolvimento do projeto, junto a AGEPEN e a SEJUSP, e para implantação da CIAP de Campo Grande e Dourados, que está na fase final, dependendo apenas da contratação da equipe técnica.

O Estado de Mato Grosso do Sul possui uma rede articulada no âmbito das alternativas penais em algumas comarcas. Entre as unidades judiciárias do TJMS que tratam da matéria destaca-se a 2ª Vara de Execução Penal e Medidas Alternativas, que possui competência na Capital e agrega a Central de Execução de Penas Alternativas, que desde 2001 possui equipe especializada.

Fonte: TJMS

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão da Justiça criminal

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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