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Situação dos presos LGBTQIA+ é monitorada pela justiça do Amazonas

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça do Amazonas (GMF/TJAM) realizou inspeção na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). O juiz de Direito Saulo Goes Pinto, titular da 1.ª Vara de Itacoatiara e que integra a equipe de juízes colaboradores do GMF, esteve à frente da atividade e explicou que o objetivo foi averiguar a situação da população LGBTQIA+ em privação de liberdade, acompanhamento este recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Fizemos um levantamento prévio da quantidade de pessoas encarceradas na capital e no interior do Estado e que são desse grupo vulnerável e, hoje, estamos tendo esse primeiro contato, na cela reservada a elas na Unidade Prisional do Puraquequara. É um momento em que levantaremos algumas informações, além de assegurar que elas não estejam sofrendo nenhuma violência que não seja a privação da liberdade, bem como se todas as recomendações, resoluções do Conselho Nacional de Justiça relativas a essa população carcerária estão sendo cumpridas ou sendo implementadas pela Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas”, explicou o juiz Saulo Goes pouco antes do início da inspeção, no sábado.

Além da inspeção das celas, a atividade da equipe também permitiu a escuta individual dos presos. O juiz Saulo explicou que as informações coletadas vão gerar um relatório a partir do qual o GMF/TJAM, que tem como presidente a desembargadora Luiza Cristina Costa Marques, deverá expedir as recomendações que se fizerem necessárias sobre o tema. “Estamos, inclusive, planejando a realização de um curso voltado para os servidores da Seap que cuidam especificamente dessa população, abordando aspectos do tratamento adequado e sem violação aos direitos humanos”, acrescentou o juiz Saulo, cuja dissertação de Mestrado e, agora, no doutorado em andamento, tem como objeto de estudo a população LGBTQIA+ no Amazonas.

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A coordenadora no Amazonas do “Programa Fazendo Justiça”, do Conselho Nacional de Justiça, Luana Marley, também acompanhou a atividade de inspeção na UPP. “A população LGBTQIA+ é diversa, sendo necessário ter um olhar para a dimensão coletiva, das políticas de cidadania que são implementadas, mas também um olhar individualizado para que a dignidade de cada pessoa seja efetiva. Observamos as demandas relacionadas a saúde, trabalho, educação, religião e integridade física, além de promover orientações sobre direitos LGBTQIA+. É fundamental o aprimoramento de diretrizes e ações de gestão para o enfrentamento a todas as formas de discriminações no sistema prisional”, afirmou a coordenadora.

Luana Marley enfatizou que está em vigência a Resolução CNJ n.º 348/2020, que é um marco normativo que traz parâmetros para a atuação do Poder Judiciário, incluindo o tratamento a ser dado a pessoas LGBTQIA+ privada de liberdade. “O Programa Fazendo Justiça tem atuado para o aprimoramento e desenvolvimento de ações de cidadania voltada para o sistema prisional e todo o ciclo penal. Portanto, o diálogo interinstitucional e a construção de ações colaborativas são fundamentais para a melhoria de políticas para população LGBTQIA+”, disse a representante do CNJ.

Intensificação

A juíza coordenadora do GMF/TJAM, Ana Paula de Medeiros Braga, frisa que o Grupo, em observância às resoluções do CNJ, tem envidado esforços para acompanhar e fiscalizar o tratamento dispensado à população LGBTQIA+ custodiada em estabelecimentos prisionais ou em cumprimento de alternativas penais. “Essa iniciativa é parte desse trabalho, que será ainda mais intensificado nessa nova gestão”, afirmou a magistrada.

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O Major QOPM Wallasson de Almeida Lira, secretário executivo adjunto da Seap foi quem recebeu a equipe do GMT/TJAM no último sábado, na Unidade Prisional do Puraquequara. Ele destacou a importância das ações de monitoramento do Sistema Prisional pelo GMF, por considerar que são iniciativas que contribuem para a melhoria da atuação da própria Seap em sua função de zelar pelo sistema carcerário do Estado. “Ao mesmo tempo em que nos fiscaliza, a ação de inspeção nos ajuda, com seu olhar diferenciado, identificando dificuldades e questões que possam ser melhoradas. O propósito da Seap é sempre atuar no sentido de melhorar o Sistema Prisional e contribuir para a ressocialização da população encarcerada, recuperando as pessoas e colocando-as de volta na sociedade. Que possamos cada vez mais, no cumprimento dessa tarefa, aumentar essa parceria institucional e fortalecer esses vínculos com o Judiciário, pois quem ganha com isso é a sociedade”, afirmou o representante da Seap.

Fique por dentro

A sigla LGBTQIA+ faz referência a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e demais orientações sexuais e identidades de gênero. A origem da sigla – inicialmente GLS – é concomitante ao início do movimento por direitos dessa população, na década de 1960, nos Estados Unidos.

Fonte: TJAM

Macrodesafio - Garantia dos direitos fundamentais

Macrodesafio - Aprimoramento da gestão da Justiça criminal

Fonte: CNJ

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Seminário ‘O Sistema de Justiça pelas mulheres’ será realizado na EPM

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A Escola Paulista da Magistratura (EPM) e a Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) e do Instituto Justiça e Cidadania, promoverão no dia 23 de março o seminário O Sistema de Justiça pelas mulheres, sob a coordenação do desembargador José Maria Câmara Junior, diretor da EPM, e do ministro Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça. O evento será realizado das 9h30 às 17h no auditório do andar térreo da EPM e de maneira on-line.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a cinco mulheres emblemáticas na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira juíza negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

São oferecidas 245 vagas presenciais e 700 vagas a distância, gratuitas e abertas a magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo, profissionais das equipes técnicas interprofissionais das respectivas varas e escreventes do quadro de funcionários; magistrados de outros tribunais, advogados, defensores públicos, integrantes do Ministério Público, demais profissionais do Direito e estudantes de Direito. Serão emitidos certificados àqueles que registrarem frequência integral.

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As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de março. Os inscritos serão matriculados automaticamente, respeitado o número de vagas. Mais informações no edital.

Programa:

9h30 – Abertura

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida – Coordenadora da Comesp

Des. José Maria Câmara Junior – Diretor da EPM

10h – Painel 1 – Esperança Garcia e Myrthes Gomes de Campos

O Direito e as mulheres

Desa. Salise Monteiro Sanchotene – Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

Profa. Ana Elisa Liberatore Silva Bechara – USP

Profa. Eunice Prudente – secretária municipal de Justiça de São Paulo

Desa. Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida (moderadora)

11h – Painel 2 – Auri Moura Costa

Enfrentamento à violência de gênero

Procuradora Inês Maria dos Santos Coimbra de Almeida Prado – Procuradora-geral do Estado de São Paulo

Ministra Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro – Tribunal Superior Eleitoral

Desa. Silvia Rocha (TJSP) (moderadora)

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva

Julgamento com perspectiva de gênero

Profa. Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP

Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)

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Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM

Desa. Ana Paula Zomer – TJSP

Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

15h30 – Painel 4 – Maria Rita Soares de Andrade

Direitos humanos das mulheres

Jornalista Maria Amélia de Almeida Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo

Profa. Flávia Cristina Piovesan – Coordenadora científica da Unidade de Monitoramento e Fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos (UMF/CNJ)

Juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira – 1ª Vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (Ipam)

Juíza federal Caroline Someson Tauk – Juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça

Juíza federal Marcelle Ragazoni Carvalho Ferreira – Presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) (moderadora)

17h – Encerramento

Ministro Luis Felipe Salomão – Corregedor nacional de Justiça

Erika Siebler Branco – Vice-presidente do Instituto Justiça e Cidadania

Juíza Renata Gil de Alcântara Videira – Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

Fonte: EPM

Fonte: CNJ

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