Educação

MEC já investiu 71% dos recursos de infraestrutura para Rede Federal

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC) alcançou, nesta semana, a marca de R$ 1 bilhão investido na melhoria e ampliação da infraestrutura das instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O valor corresponde a mais de 71% do total de R$ 1,4 bilhão previsto para a ação de consolidação, viabilizada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo do Brasil. A iniciativa tem como foco dotar os campi que ainda não contam com infraestrutura completa que seja composta por restaurantes estudantis, salas de aula, laboratórios, bibliotecas e quadras poliesportivas. O investimento também inclui a construção de campi e reitorias em sedes próprias.   

No período de 2023 a 23 de fevereiro de 2026, já foram concluídos 41 restaurantes estudantis — de um total de 270 previstos; 30 blocos de salas de aula; 17 quadras poliesportivas; dez sedes próprias de campi ou reitoria; oito laboratórios e duas bibliotecas. Diversas outras obras de infraestrutura, tais como de acessibilidade, reformas e adequações, também já foram entregues. Além disso, o investimento também contempla mobiliário, equipamentos e usinas fotovoltaicas. 

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, “este é um compromisso do governo do presidente Lula: concluir e entregar todas as obras e fortalecer a infraestrutura dos nossos campi. Desde 2023, estamos trabalhando para consolidar os institutos federais, garantindo a construção de restaurantes estudantis nos campi que ainda não contam com esse equipamento, além da implantação de bibliotecas, laboratórios e novas salas de aula. O objetivo é assegurar a infraestrutura necessária ao pleno funcionamento das unidades”. 

Leia Também:  Novo PAR: MEC disponibiliza cursos para capacitação da RenaPAR

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, afirma que o investimento demonstra o fortalecimento da Rede Federal. “Essas ações de consolidação beneficiam diretamente milhares de estudantes nos institutos federais, centros federais de educação tecnológica e Colégio Pedro II, gerando mais oferta de cursos, mais qualidade no ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de melhorar o ambiente de trabalho dos servidores e o atendimento à população”, afirma Bregagnoli. 

Soma-se à consolidação a ação de expansão do Novo PAC, com a implantação de mais de 100 novos campi de institutos federais pelo Brasil. O investimento é de R$ 2,5 bilhões, com a meta de gerar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Ao todo, o MEC investe R$ 3,9 bilhões para expansão e consolidação dos institutos. 

Panorama – A Rede Federal conta, atualmente, com 686 unidades presentes em todos os estados e no Distrito Federal, e oferta, gratuitamente, cursos de qualificação profissional, técnicos, superiores e pós-graduação a mais de 1,9 milhão de estudantes. São mais de 10,1 mil cursos disponíveis, além de projetos de extensão para a comunidade e desenvolvimento de pesquisas aplicadas.  

Conheça os dados da consolidação  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)   

Leia Também:  MEC participa do Encontro das Organizações Sociais

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Published

on

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia Também:  Bolsonaro anuncia aumento de 33% no piso salarial de professores

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia Também:  Sisu 2026 ofertará 14,2 mil vagas no Ceará

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA