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Leis aprovadas na ALE-RR priorizam vítimas de violência doméstica

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Lei prioriza emissão de RG e carteira de trabalho para vítimas de violência doméstica – Eduardo Andrade/ SupCom ALE-RR

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) desenvolve um trabalho crucial de enfrentamento da violência contra a mulher no Estado. Somam-se ao Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), iniciativa da Secretaria Especial da Mulher, as leis que priorizam as vítimas em programas sociais do governo.

O objetivo dos textos é facilitar o acesso aos serviços, tendo em vista a condição de vulnerabilidade social e econômica em que muitas delas se encontram. A dependência financeira em relação aos agressores é uma das barreiras enfrentadas para romper o ciclo de violência. Por essa razão, as leis surgem com o objetivo de dar autonomia para essas mulheres.

Presidente do Poder Legislativo, o deputado Soldado Sampaio (Republicanos) afirma que a dignidade humana deve ser priorizada nesses casos, e as leis estaduais surgem como mecanismo facilitador em meio ao cenário de violência, garantindo acesso à moradia, por exemplo. Ele reforçou que o combate a essa triste realidade é uma das bandeiras mais fortes na Casa Legislativa.

Presidente da ALE-RR, deputado Soldado Sampaio – Nonato Sousa/ SupCom ALE-RR

“Ter os textos aprovados pelos deputados e sancionados pelo Poder Executivo permite que essas mulheres busquem seus direitos e reestruturem suas vidas. Sabemos as dificuldades enfrentadas por elas, a partir dos relatos que recebemos no Chame, para se libertarem dos relacionamentos abusivos. Por isso, o parlamento continuará fortalecendo as políticas públicas em prol dessas vítimas, para que tenham uma vida digna e sejam felizes”, enalteceu Soldado Sampaio.

 

Conheça as leis aprovadas

 

São ao menos oito leis que tratam diretamente das prioridades e benefícios para as vítimas de violência doméstica. Duas delas abordam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), documento que pode ser obtido de maneira gratuita. A CNH Cidadã, já em prática pelo Departamento Estadual de Trânsito de Roraima (Detran), por meio da Lei nº 1011/2015, foi modificada no ano passado e passou a priorizar as vítimas de violência doméstica e familiar. A iniciativa é de autoria do deputado Jorge Everton (União).

Já a Lei nº 1943/2024 refere-se à CNH Social exclusivamente para esse grupo, funcionando como uma espécie de reforço à proposta já existente. O texto também permite que as vítimas que tenham CNH nas categorias AB podem mudar para as categorias D e E. A autora do texto, deputada Joilma Teodora (Podemos), escreveu que a carteira de motorista é uma “forma de fomentar a possibilidade da independência de todas essas mulheres, até então completamente dependentes dos seus algozes, e que, por esse fato, deixam de denunciar seus agressores”.

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Lei garante isenção no pagamento de inscrição em concurso público – Marley Lima/ SupCom ALE-RR

O mesmo grupo tem direito a não pagar a taxa de inscrição em concursos públicos. A previsão está na Lei nº 1852/2023 e a garantia vale tanto para cargos em certames públicos quanto em seletivos para vagas temporárias. O projeto foi apresentado em 2022, sob autoria da deputada Catarina Guerra (União), que justificou que o texto permite às vítimas conseguirem sua autonomia e liberdade financeira, de modo que o pagamento de tais taxas não seja mais um obstáculo para realização desse sonho.

Proposta pela deputada Aurelina Medeiros (Progressistas), a Lei nº 1987/2024 estabelece que as vítimas de violência doméstica e familiar que tenham tido o RG ou carteira de trabalho destruídos pelos agressores sejam priorizadas imediatamente na emissão de novos documentos. Por força do texto, as mulheres não precisam marcar consulta prévia, bastando apenas apresentar um boletim de ocorrência, medida protetiva ou um encaminhamento da unidade de proteção às mulheres.

Três leis estaduais versam sobre o tema da moradia. As Leis nº 1553/2021, da ex-deputada Yonny Pedroso, e 1600/2021, do ex-deputado Evangelista Siqueira, estabelecem porcentagem específica para que mulheres sejam priorizadas em habitações sociais do governo de Roraima. Já a Lei nº 1408/2020 autoriza o Estado a criar um aluguel social para as vítimas de violência doméstica e familiar, que deve corresponder a meio salário mínimo vigente, pago por 12 meses.

Há ainda a Lei nº 1690/2024, da parlamentar Joilma Teodora, que cria três níveis de prioridade na seleção de mulheres no Sistema Nacional do Emprego em Roraima (Sine-RR): alta, quando se tratar de vítima com criança em idade escolar; média, para mulheres que não sejam mães, mas que têm pessoas que dependem financeiramente delas; e baixa, quando não se encaixar em nenhuma das prioridades anteriores. A prioridade de que trata o texto diz respeito apenas ao encaminhamento para as vagas de trabalho.

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Leis explicadas no Chame

Os textos, muitas vezes, são desconhecidos pelas vítimas de violência física, moral, psicológica, patrimonial ou financeira. Por essa razão, as equipes do Chame, durante os atendimentos jurídicos, psicológicos e sociais, explicam e expõem os textos para que as mulheres tomem conhecimento e busquem auxílio para obter a efetivação desses direitos.

Diretora da Secretaria Especial da Mulher, Glauci Gembro – Marley Lima/ SupCom ALE-RR

“Muitas leis priorizam essas mulheres nesses programas sociais do governo. Estamos sempre acompanhando as discussões na Casa para atualizar nossa lista de leis e orientando cada uma delas. Quando uma mulher vítima de violência chega aqui, nós a acolhemos e falamos das leis aprovadas na Assembleia Legislativa, feitas para beneficiar essas mulheres”, reforçou a diretora da Secretaria Especial da Mulher, Glauci Gembro.

A secretaria também leva a Lei Maria da Penha para as escolas estaduais, com o intuito de alertar os jovens sobre relacionamentos abusivos e o que fazer em caso de violência. No último ano, 8 mil estudantes de mais de 40 escolas foram alcançados pelas palestras informativas e orientativas.

Onde fica a secretaria?

A Secretaria Especial da Mulher funciona na Avenida Santos Dumont, nº 1470, bairro Aparecida, zona Norte de Boa Vista. Lá, as vítimas têm acesso a serviços psicológicos, jurídicos, sociais e podem participar do Grupo Terapêutico Flor de Lótus, com foco na saúde mental. O espaço também atende homens condenados pela Justiça estadual em processos de violência contra a mulher, para que repensem seus comportamentos. A unidade ainda acolhe quem deseja participar de maneira voluntária.

No Sul de Roraima, há um núcleo do Chame em Rorainópolis, com os mesmos atendimentos. O prédio fica na Avenida Dra. Yandara, nº 3.058, no Centro. Quem preferir, pode acionar o ZapChame, por meio do número, (95) 98402-0502. O telefone vale para todo o Estado e integra uma rede de apoio de enfrentamento da agressão contra o público feminino.

Texto: Josué Ferreira

Fotos: Eduardo Andrade e Marley Lima

SupCom ALERR

Fonte: Assembleia Legislativa de RR

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ALE-RR destaca força do Hip Hop e lança livro com histórias de superação

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Casa Legislativa também prestou homenagens ao hip hop por meio da Comenda “Orgulho de Roraima” – Nonato Souza/SupCom-ALE-RR

A Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) se transformou em um grande palco de dança e música urbana na tarde desta terça-feira (12), durante a sessão especial intitulada “Cultura Hip Hop”. A homenagem reuniu artistas e autoridades no plenário Noêmia Bastos Amazonas para exaltar o movimento, que mistura música, dança e arte do grafite.

A solenidade quebrou a formalidade usual da ALE-RR, destacando diversas manifestações artísticas do Hip Hop. Improvisos, movimentos de breakdance e batidas de rap marcaram a ocasião, com a participação de artistas roraimenses de várias vertentes.

Rafaela Pinheiro se tornou Mc em 2017 – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

Rafaela Pinheiro (Mc Rafah Black), uma das homenageadas, trouxe suas rimas e improvisos de rap à sessão especial. Ela compartilhou como o Hip Hop transformou sua vida: “Tornei-me Mc em 2017, ao descobrir as batalhas na Orla Taumanan. Percebi que faltavam mulheres no movimento, e decidi representá-las, enaltecendo essa cultura maravilhosa com a participação feminina”, declarou.

Lennon Lima é professor de breakdance no CCJuv/ALE-RR – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

No breakdance, o B-Boy Lennon (Lennon Lima) demonstrou que essa dança é um estilo de vida. Professor de breakdance no Centro de Convivência da Juventude (CCJuv) da ALE-RR, Lennon celebrou o reconhecimento do Hip Hop: “É emocionante ver o Hip Hop, especialmente o break, valorizado. É uma dança muitas vezes marginalizada, mas que expressa a essência da cultura urbana. Sinto-me honrado por essa homenagem, um marco importante para o Hip Hop em Roraima”, celebrou.

A superintendente de Programas Especiais da ALE-RR, Marília Pinto: “Ao ouvir e valorizar esse movimento, a Assembleia cumpre seu papel de apoiar e garantir direitos” – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

A superintendente de Programas Especiais da ALE-RR, Marília Pinto, enfatizou que a solenidade foi um marco para a cultura urbana: “Esse reconhecimento é um exemplo do papel da Assembleia em ouvir e valorizar a sociedade. Ao apoiar o Hip Hop, promovemos cidadania e inclusão em nosso estado”, afirmou.

O deputado Marcelo Cabral reforçou o apoio do Legislativo ao movimento urbano – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

O primeiro vice-presidente da ALE-RR, deputado Marcelo Cabral (Cidadania), reforçou o compromisso da Casa com a diversidade cultural: “A Assembleia está de portas abertas para expressões culturais. Com apoio do presidente Soldado Sampaio e do deputado Jorge Everton, queremos fortalecer o reconhecimento do Hip Hop como arte”, disse.

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O presidente da Casa Legislativa, deputado Soldado Sampaio é o autor do requerimento para realização da sessão especial – Nonato Sousa/SupCom ALE-RR

Participando virtualmente, o presidente da ALE-RR, deputado Soldado Sampaio (Republicanos), exaltou a cultura Hip Hop roraimense: “Este Poder Legislativo valoriza todos os segmentos culturais, incluindo o Hip Hop, que superou desafios para se tornar um movimento forte em nosso Estado. Parabenizo a todos e reafirmo nosso apoio”, declarou.

O deputado Jorge Everton é autor da lei que declara o hip hop como patrimônio cultural e imaterial do estado – Marley Lima/ SupCom ALE-RR

O deputado Jorge Everton destacou a importância do Hip Hop, sendo autor da Lei 1.792/2023, que o declara patrimônio cultural imaterial do estado: “Valorizar essa cultura é essencial, e essa lei é uma forma de homenagear e oferecer oportunidades aos nossos jovens”, afirmou.

Comenda Orgulho de Roraima

Durante a sessão, foram entregues Comendas Orgulho de Roraima a pioneiros e influentes do movimento Hip Hop no Estado, indicados pelos deputados Soldado Sampaio e Jorge Everton.

Francicarlos Souza é o Mc 7Niggaz e faz improvisações no estilo de música rap – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

Um dos homenageados, Francicarlos Souza de Moraes (Mc 7 Niggaz), um dos precursores do Hip Hop em Roraima, expressou gratidão pela honraria: “O rap é global, e aqui em Roraima ele já faz parte dessa grande família. Esse reconhecimento é mais do que merecido; o Hip Hop merece essa visibilidade”, afirmou.

Conheça os demais homenageados pelo Parlamento roraimense:

Indicações do deputado Soldado Sampaio: Dayana Soares Araújo Paes – Daya Roraima; Eduardo Carlos Lima de Queiroz – DJ Eduardo Queiroz; Francicarlos Souza de Moraes – MC 7 Niggaz; Francisco Alves dos Santos – MC Franc (representado pela esposa Flor Brazão; Gabriel White Aragão dos Santos – Gabriell White; Guilherme Gabriel Cruz Guerra – BMC; Jeferson Barros – MC B-Boy Jef; Rafaela Pinheiro Souza – Rafah Black; Ricardo Rodrigues de Aguiar – Ricks; Samuel José Perez Marbal – MC Passos; Solon Helton Borges de Lima – Helton Kabeção; Suelen Borges da Silva – B-Girl Suh; e Valdilennon Lima – B-Boy Lennon.

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Indicações do deputado Jorge Everton: Davi Henrique de Sousa Vargas – Davi Vargas; Geovane da Silva Sousa – Geovane Sousa; Haroldo Fernandes da Silva – Doggy; Jefferson Igo Medeiros Dias – DJ Malone; e Nacélio Moraes de França – Naná.

A cobertura completa da Sessão Especial “Cultura Hip Hop” pode ser conferida no canal do YouTube (@assembleiarr) do Poder Legislativo. E os registros fotográficos podem ser acessados no Flickr da ALE-RR no link: https://www.flickr.com.

 

Livro Digital

A sessão também contou com o lançamento do livro digital ‘Movimento Hip Hop’, produzido pela Superintendência de Comunicação (SupCom) da ALE-RR, que relata a trajetória dos homenageados e diferentes vertentes do movimento em Roraima. Com 52 páginas, o livro traz histórias de superação de pessoas que encontraram no Hip Hop a força para abandonar o mundo das drogas e da criminalidade.

A superintendente de Comunicação da ALE-RR, Sonia Lucia Nunes: “Produzimos um livro digital com a história de cada artista e que está disponível no site da Assembleia Legislativa” – Marley Lima/SupCom-ALE-RR

“O CCJuv já oferece o breakdance como modalidade gratuita, e a SupCom produziu esse livro com as histórias dos nossos artistas, disponível no site da ALE-RR. É um incentivo para que jovens se inspirem e encontrem seu espaço com apoio legislativo”, destacou Sônia Lúcia Nunes, superintendente de comunicação da ALE-RR.

O livro foi produzido pela Diretoria de Relações Institucionais da SupCom, coordenada pela diretora Adriana Cruz e pelos servidores Vanessa Brito, Gabriela Vital, Marilena Freitas e David Eugene. O acesso ao livro pode ser feito no site da ALE-RR, na aba “Comunicação” – seção “Biblioteca Digital” – “Livros”.

Texto: Anderson Caldas

Fotos: Marley Lima e Nonato Sousa

SupCom ALE-RR

Fonte: Assembleia Legislativa de RR

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