Roraima

Professores indígenas participam de aula inaugural do Curso de Magistério Tamî’kan

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Dando continuidade à política de formação de professores, na tarde desta terça-feira, 18, o Governo de Roraima iniciou o Curso Magistério Indígena Tamî’kan, voltado aos professores indígenas que atuam na rede estadual de ensino.

A aula inaugural do curso foi realizada no Ceforr (Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima). Esta turma tem a participação de 150 professores das etnias macuxi, ingarikó, wai-wai, wapichana e taurepang.

“O Governo do Estado tem investido de forma ampla na formação dos nossos professores, o que representa uma melhoria em sala de aula. É uma preocupação do governador Antonio Denarium ofertar um ensino de qualidade em nossas escolas”, destacou o secretário de Educação e Desporto, Nonato Mesquita.

A professora Deuzuita Silva de Souza, que atua na Escola Estadual Indígena Jorgina Pereira, na comunidade indígena São Francisco em Uiramutã, é uma das cursistas. Para ela, o curso é importante para a formação dos professores e disse que vai se esforçar para concluir o curso.

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“O curso é muito importante para melhorar o ensino dos nossos alunos na comunidade. Temos muita dificuldade para enfrentar essa caminhada do Magistério, mas é muito bom. Espero que todos continuem, não desistam, eu mesmo quero ter essa força e concluir o curso”, disse Deuzuita.

SOBRE O TAMÎ’KAN

O Tamî’kan, que na língua macuxi quer dizer “sete estrelas “, é um curso voltado aos professores que já atuam nas escolas indígenas, mas que ainda não possuem formação mínima para a docência, ou que possuem o Ensino Médio e desejam a formação profissional a nível de Magistério.

Os cursistas estão alojados no próprio Ceforr e permanecerão por 30 dias. O curso é dividido em oito módulos com carga horária total de 1.500 horas, com duração de um ano e meio.

“Estamos com uma excelente equipe de professores formadores para ministrar esse curso e trabalhando também para ofertar o melhor aos nossos docentes, desde a alimentação à hospedagem. Queremos que se sintam bem acolhidos e que aproveitem essa oportunidade de capacitação”, destacou a diretora do Ceforr, Stela Damas.

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De acordo com informações do Censo Escolar, Roraima possui 247 escolas indígenas, 19.007 estudantes matriculados e 2.002 professores indígenas. 

Fonte: Governo RR

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Roraima

Polícia Civil encerra campanha preventiva e identifica casos de violência após ação educativa

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Ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes

Encerrando a programação da Operação Caminhos Seguros em Roraima, a PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), promoveu nesta segunda-feira, 18, duas palestras educativas na Escola Militarizada PM Derly Luiz Vieira Borges, em Boa Vista. A iniciativa alcançou diretamente 952 alunos nos turnos da manhã e da tarde.

A ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.

Durante as atividades, os estudantes receberam orientações sobre abuso sexual infantil, violência doméstica, violação de direitos e sinais que indicam situações de risco. Os policiais civis também reforçaram a importância da denúncia e apresentaram os canais disponíveis para buscar ajuda de forma segura.

Um dos destaques da ação foi a utilização da “Caixinha da Coragem”, ferramenta que permite que crianças e adolescentes relatem, de forma sigilosa e protegida, situações de violência vivenciadas dentro ou fora do ambiente familiar.

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De acordo com a delegada Kamilla Basto, o impacto da ação foi percebido imediatamente após as palestras, quando três alunos procuraram a equipe policial para relatar que estavam sendo vítimas de violência.

“Esse é um resultado que demonstra a importância da presença da Polícia Civil dentro das escolas. Muitas crianças convivem diariamente com situações de violência e não conseguem pedir ajuda. Após as palestras, tivemos o registro de três relatos de vítimas, o que possibilitou o imediato acolhimento dessas crianças e o início das providências legais e investigativas por parte da DPCA”, destacou.

Ainda segundo a delegada, ações preventivas como essa fortalecem a rede de proteção e ajudam a romper ciclos de violência que muitas vezes permanecem invisíveis.

“Nosso objetivo não é apenas conscientizar, mas criar um ambiente seguro para que essas crianças saibam identificar a violência e entendam que não estão sozinhas. Quando elas encontram confiança para denunciar, conseguimos agir rapidamente para protegê-las”, afirmou.

Sobre a operação

A Operação Caminhos Seguros é uma mobilização nacional coordenada pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), voltada ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, especialmente no combate à exploração e ao abuso sexual infantojuvenil.

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Em Roraima, as ações são coordenadas pela Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública), reunindo forças de segurança e instituições da rede de proteção. No âmbito da PCRR, as atividades são conduzidas pela DPCA, que intensificou ao longo do Maio Laranja as ações preventivas e educativas em escolas e espaços públicos.

Fonte: Governo RR

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