Roraima

Governo oferta 150 vagas para curso Indígena Tamî’Kan

Publicado em

O Magistério Indígena Tamî’kan está com vagas abertas para início em 2023. São ofertadas 150 vagas distribuídas em três turmas, além de cadastro reserva.  O curso é voltado aos professores que atuam nas comunidades indígenas que não possuem formação mínima para docência ou para outros candidatos que possuem Ensino Médio e que desejam a formação profissional em nível de Magistério.

As inscrições acontecem de 1º a 7 de fevereiro nos Centros Regionais Indígenas de cada comunidade ou no Ceforr (Centro Estadual de Formação de Roraima), localizado na Travessa Presidente Castelo Branco, bairro Calungá, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h.

O Magistério Indígena Tamî’Kan é uma iniciativa do Governo de Roraima por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto) e executado pelo Ceforr. O Edital está publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) do dia 16 de janeiro.

“Os interessados podem recorrer a dois locais de inscrições ou o Ceforr ou o Centro Regional Indígena, em formato presencial, conforme for mais viável para cada pessoa. É inegável a importância dos magistérios indígenas por ser uma política de formação específica e diferenciada”, disse a diretora do Ceforr, Stella Damas.

Leia Também:  HONRARIA | Mais de mil estudantes de Colégios Militares de Roraima são agraciados com alamares Destaque

Povos Originários da Venezuela

Das vagas ofertadas, 10 serão destinadas para indígenas das etnias originárias da Venezuela em Roraima, sendo estas vagas distribuídas nas três turmas, atendendo a demanda do MPF (Ministério Público Federal), através do Plano de Atendimento Educacional às Crianças e Adolescentes Indígenas Imigrantes Originários da Venezuela em Roraima.

O curso também atenderá de modo específico alunos de todas as etnias indígenas do Estado de Roraima, sendo elas: Ingarikó, Patamona, Macuxi, Wapichana, Wai-Wai, Taurepang, Yanomami, Sapará e Ye’kwana.

De acordo com o edital, os documentos necessários para inscrição (original e cópia) são: a Ficha de Inscrição devidamente preenchida; documento de identificação com foto e CPF; Certidão Indígena – RANI ou autodeclaração e declaração de pertencimento à comunidade indígena; certificado e Histórico Escolar do Ensino Médio; Termo de Compromisso do Candidato e Carta de Recomendação da Comunidade devidamente assinada.

Vale ressaltar que o candidato não poderá se matricular se estiver em outro curso de Ensino Superior, sob pena de cancelamento automático do curso de Magistério Tamî’Kan. A publicação final dos candidatos selecionados está prevista para o dia 23 de fevereiro. As aulas iniciam ainda no 1º semestre de 2023.

Leia Também:  Governo de Roraima entrega asfaltamento de vicinal estratégica para o Amajari

Magistério Indígena Tamî’Kan

É uma política do Governo de Roraima para a formação inicial de professores indígenas de diversas etnias existentes no Estado. O curso de Nível Médio Magistério Tamî´kân foi instituído em 2006, atendendo solicitação feita ao Governo do Estado pelas lideranças indígenas. Na língua Macuxi, Tamî’kan quer dizer “sete estrelas”.

O Magistério Tamî’Kan possui carga horária de 1.500 horas, dividida em módulos, durando cerca de quatro anos para a conclusão. Os formandos estarão aptos para lecionar em escolas que ofertam turmas de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental.

Em toda a sua história, o curso já formou 415 professores.

De acordo com o Ceforr, hoje, no Estado de Roraima, a maioria dos professores indígenas capacitados e atuando nas escolas estaduais tiveram formação no Magistério Tamî’Kan.

Fonte: Governo RR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Roraima

Polícia Civil encerra campanha preventiva e identifica casos de violência após ação educativa

Published

on

Ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes

Encerrando a programação da Operação Caminhos Seguros em Roraima, a PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), promoveu nesta segunda-feira, 18, duas palestras educativas na Escola Militarizada PM Derly Luiz Vieira Borges, em Boa Vista. A iniciativa alcançou diretamente 952 alunos nos turnos da manhã e da tarde.

A ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.

Durante as atividades, os estudantes receberam orientações sobre abuso sexual infantil, violência doméstica, violação de direitos e sinais que indicam situações de risco. Os policiais civis também reforçaram a importância da denúncia e apresentaram os canais disponíveis para buscar ajuda de forma segura.

Um dos destaques da ação foi a utilização da “Caixinha da Coragem”, ferramenta que permite que crianças e adolescentes relatem, de forma sigilosa e protegida, situações de violência vivenciadas dentro ou fora do ambiente familiar.

Leia Também:  Denarium visita Suriname para fortalecer comércio de Roraima com região caribenha

De acordo com a delegada Kamilla Basto, o impacto da ação foi percebido imediatamente após as palestras, quando três alunos procuraram a equipe policial para relatar que estavam sendo vítimas de violência.

“Esse é um resultado que demonstra a importância da presença da Polícia Civil dentro das escolas. Muitas crianças convivem diariamente com situações de violência e não conseguem pedir ajuda. Após as palestras, tivemos o registro de três relatos de vítimas, o que possibilitou o imediato acolhimento dessas crianças e o início das providências legais e investigativas por parte da DPCA”, destacou.

Ainda segundo a delegada, ações preventivas como essa fortalecem a rede de proteção e ajudam a romper ciclos de violência que muitas vezes permanecem invisíveis.

“Nosso objetivo não é apenas conscientizar, mas criar um ambiente seguro para que essas crianças saibam identificar a violência e entendam que não estão sozinhas. Quando elas encontram confiança para denunciar, conseguimos agir rapidamente para protegê-las”, afirmou.

Sobre a operação

A Operação Caminhos Seguros é uma mobilização nacional coordenada pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), voltada ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, especialmente no combate à exploração e ao abuso sexual infantojuvenil.

Leia Também:  Governo lança Safra 2023 e entrega patrulha mecanizada a agricultores da região Sul

Em Roraima, as ações são coordenadas pela Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública), reunindo forças de segurança e instituições da rede de proteção. No âmbito da PCRR, as atividades são conduzidas pela DPCA, que intensificou ao longo do Maio Laranja as ações preventivas e educativas em escolas e espaços públicos.

Fonte: Governo RR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA