Roraima

Secretaria de Educação realiza mais de 32 mil atendimentos psicossociais a estudantes em 2025

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O Dipse (Divisão de Desenvolvimento Psicossocial Escolar), da Seed (Secretaria de Educação e Desporto), intensificou em 2025 as ações de acompanhamento e apoio aos estudantes da rede estadual de ensino. Ao longo do ano, foram realizados 32.960 atendimentos psicossociais em escolas da capital, interior e comunidades indígenas.

O trabalho da divisão envolve psicólogos e assistentes sociais que atuam diretamente no ambiente escolar, identificando situações. Entre as principais demandas identificadas nas unidades de ensino estão: conflitos familiares, dificuldades de aprendizagem, ansiedade e outras questões emocionais, desinteresse escolar, bullying e conflitos entre estudantes, além de situações de vulnerabilidade social, casos de violência doméstica e uso de drogas ou comportamentos de risco.

Para o secretário de Educação e Desporto, Mikael Cury-Rad, o trabalho desenvolvido pela equipe psicossocial é estratégico para fortalecer a aprendizagem e garantir o bem-estar dos estudantes.

“O cuidado com a saúde emocional dos alunos é parte fundamental do processo educacional. O trabalho realizado pela Dipse mostra o compromisso da rede estadual em oferecer uma educação que considere não apenas o aprendizado, mas também o desenvolvimento humano e social dos nossos estudantes”, ressaltou.

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De acordo com a chefe da Dipse, Nazaré Sicsú, as ações desenvolvidas têm papel fundamental na garantia de permanência e sucesso escolar dos estudantes. “Nosso trabalho busca oferecer apoio aos estudantes que enfrentam dificuldades emocionais, sociais ou familiares. A escola muitas vezes é o primeiro espaço onde esses sinais aparecem, e por isso a atuação da equipe psicossocial é essencial para acolher, orientar e encaminhar cada situação de forma adequada”, destacou.

Prevenção e Orientação

O Dipse acompanha estudantes que enfrentam desafios emocionais, sociais e familiares. As equipes atuam em parceria com gestores, professores e famílias para identificar situações de vulnerabilidade e oferecer apoio adequado. Além dos atendimentos individuais, as ações também incluem orientações pedagógicas, mediação de conflitos e encaminhamentos para a rede de proteção social quando necessário.

A psicóloga Francimeire Melo, que atua na rede estadual desde 2017, explica que o trabalho psicossocial nas escolas vai além do atendimento individual e busca fortalecer toda a comunidade escolar. “O atendimento psicológico na escola é um espaço de escuta e acolhimento. Nosso objetivo é ajudar o estudante a lidar com suas dificuldades, fortalecer sua autoestima e contribuir para que ele consiga permanecer na escola e desenvolver seu potencial”, explicou.

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Outro eixo importante das ações da Dipse em 2025 foi o trabalho preventivo nas escolas. A divisão promoveu atividades educativas voltadas para temas como saúde mental, convivência escolar, prevenção à violência, bullying e fortalecimento das relações familiares. As iniciativas contribuem para que estudantes, professores e gestores tenham mais ferramentas para lidar com situações de conflito.

Quando necessário, os casos acompanhados pelas equipes psicossociais são encaminhados para instituições parceiras da rede de proteção, como Conselhos Tutelares, unidades de saúde e órgãos de assistência social, o que garante que os estudantes recebam acompanhamento adequado também fora do ambiente escolar.

Fonte: Governo RR

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Roraima

Polícia Civil encerra campanha preventiva e identifica casos de violência após ação educativa

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Ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes

Encerrando a programação da Operação Caminhos Seguros em Roraima, a PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), promoveu nesta segunda-feira, 18, duas palestras educativas na Escola Militarizada PM Derly Luiz Vieira Borges, em Boa Vista. A iniciativa alcançou diretamente 952 alunos nos turnos da manhã e da tarde.

A ação foi coordenada pela delegada da DPCA, Kamilla Basto, e integrou a mobilização nacional de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.

Durante as atividades, os estudantes receberam orientações sobre abuso sexual infantil, violência doméstica, violação de direitos e sinais que indicam situações de risco. Os policiais civis também reforçaram a importância da denúncia e apresentaram os canais disponíveis para buscar ajuda de forma segura.

Um dos destaques da ação foi a utilização da “Caixinha da Coragem”, ferramenta que permite que crianças e adolescentes relatem, de forma sigilosa e protegida, situações de violência vivenciadas dentro ou fora do ambiente familiar.

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De acordo com a delegada Kamilla Basto, o impacto da ação foi percebido imediatamente após as palestras, quando três alunos procuraram a equipe policial para relatar que estavam sendo vítimas de violência.

“Esse é um resultado que demonstra a importância da presença da Polícia Civil dentro das escolas. Muitas crianças convivem diariamente com situações de violência e não conseguem pedir ajuda. Após as palestras, tivemos o registro de três relatos de vítimas, o que possibilitou o imediato acolhimento dessas crianças e o início das providências legais e investigativas por parte da DPCA”, destacou.

Ainda segundo a delegada, ações preventivas como essa fortalecem a rede de proteção e ajudam a romper ciclos de violência que muitas vezes permanecem invisíveis.

“Nosso objetivo não é apenas conscientizar, mas criar um ambiente seguro para que essas crianças saibam identificar a violência e entendam que não estão sozinhas. Quando elas encontram confiança para denunciar, conseguimos agir rapidamente para protegê-las”, afirmou.

Sobre a operação

A Operação Caminhos Seguros é uma mobilização nacional coordenada pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), voltada ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes, especialmente no combate à exploração e ao abuso sexual infantojuvenil.

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Em Roraima, as ações são coordenadas pela Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública), reunindo forças de segurança e instituições da rede de proteção. No âmbito da PCRR, as atividades são conduzidas pela DPCA, que intensificou ao longo do Maio Laranja as ações preventivas e educativas em escolas e espaços públicos.

Fonte: Governo RR

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