Saúde

Carretas do Agora Tem Especialistas atendem mais de 9 mil pacientes do SUS no país e devolvem a visão para 720 pessoas em Ribeirão Preto

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Em pouco mais de um mês, mais de 9 mil pessoas que moram em locais de difícil acesso ou com pouca estrutura de saúde foram atendidas nas carretas do programa Agora Tem Especialistas, do governo federal. Nas 33 unidades móveis que estão atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde nas cinco regiões do país, foram realizados mais de 22,4 mil procedimentos, entre consultas, exames, biópsias e até cirurgias oftalmológicas. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, 720 pessoas submetidas a cirurgias de catarata voltaram a enxergar em vista do atendimento prestado. Nos 32 municípios de 22 estados brasileiros onde estão localizadas, as carretas levam serviços de saúde até onde a população está, encurtando distâncias e reduzindo o tempo de espera na rede pública de saúde.

O balanço da ação do governo federal – que teve início em outubro em locais com vazios assistenciais, além de cidades-polo -, foi divulgado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Ribeirão Preto, neste sábado (15). “As maiores demandas que nós temos no SUS são de procedimentos oftalmológicos. Então, este é um avanço importante e não vamos parar por aqui. No país inteiro, são mais de 30 unidades de carretas como essa, que realizam exames, consultas especializadas, cirurgias. Dependendo do perfil da região, enviamos uma carreta preparada para fazer um exame específico e percorrer diversos municípios”, explicou o ministro.

Ofertadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AGSUS), as carretas são uma das ações do Agora Tem Especialistas, criado para desafogar a demanda reprimida por atendimento especializado, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Elas recebem pacientes do SUS encaminhados pelas secretarias municipais ou estaduais de saúde. 

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A iniciativa começou no Outubro Rosa, no dia 10, com unidades de saúde da mulher com foco na prevenção e diagnóstico de câncer de mama e de colo do útero. Entre os procedimentos mais realizados, estão mamografias (4.435), consultas médicas (4.145), ultrassonografias transvaginais (2.398) e ultrassonografias mamárias bilaterais (1.727). 

Já nas carretas oftalmológicas – que entraram em operação posteriormente -, os procedimentos mais demandados foram mapeamento de retina (1.602), consulta médica (1.602), tonometria (1.446), facoemulsificação com implante de lente intra-ocular dobrável (1.085) e ultrassonografia de globo ocular/órbita (720).  Importante ressaltar que as 760 teleconsultas ampliaram o acesso aos cuidados especializados, mostrando que a iniciativa do Agora Tem Especialistas não tem fronteira.  O balanço divulgado considera os atendimentos de 10 de outubro até 13 de novembro.

Atendimento em todo o país 

As carretas do programa devem permanecer por, no mínimo, 30 dias em cada localidade. Por isso, aquelas que já fecharam esse ciclo vão começar o deslocamento para outros municípios. É o caso da unidade oftalmológica visitada pelo ministro em Ribeirão Preto, que deve seguir para Teixeira de Freitas (BA) no final do mês. No período em permaneceu no município paulista, a unidade ofertou 8.352 procedimentos, beneficiando 1.762 pacientes que contam com a rede pública para cuidarem de sua saúde.  

As unidades de atendimento móvel do Agora Tem Especialistas estão atendendo pacientes do SUS nestes municípios: Senhor do Bonfim (BA), Paulo Afonso (BA), Goiânia (GO) com duas unidades, Campo Grande (MS), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Rio Branco (AC), Imperatriz (MA), Palmas (TO), Lagarto (SE), Humaitá (AM), Macapá (AP), Russas (CE), Juazeiro do Norte (CE), Crato (CE), Arapongas (PR), Foz do Iguaçu (PR), Campina Grande (PB), Patos (PB), Porto Velho (RO), Abaetetuba (PA), Floriano (PI), Distrito Federal (DF), Pelotas (RS), Rio de Janeiro (RJ), Japeri (RJ), Ribeirão Preto (SP), Registro (SP), Recife (PE), Garanhuns (PE), Arapiraca (AL) e Santana do Ipanema (AL). 

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Nem todas as carretas completaram 30 dias na localidade onde estão, já que a iniciativa vem sendo implementada em ciclos, com o início do atendimento em momentos diferentes. Para ampliar a capacidade de o SUS ofertar serviços de saúde de média e alta complexidade, o Agora Tem Especialistas deve colocar em funcionamento o total de 150 carretas até o final de 2026. 

Habilitação de novos leitos de UTI e aumento do Teto MAC

Ainda no estado de São Paulo, ministro Alexandre Padilha participou, em Araras (SP), da inauguração de um novo setor de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital São Leopoldo Mandic. A unidade passa a contar com 8 novos leitos do SUS, contribuindo para a expansão e o fortalecimento da assistência em saúde na região. Atualmente, o hospital conta com 155 leitos, sendo 73 destinados à rede pública de saúde.  

“Nós já colocamos mais recursos no ano passado, inclusive, para ajudar na reforma, em todo esse processo de reformulação aqui. E assinamos mais R$ 33 milhões para o Fundo Municipal de Saúde de Araras, recursos que podem vir direto para o funcionamento do Hospital Leopoldo Mandic. E sei que o recurso quando chega aqui vira mais obra, mais cirurgia, mais atendimento para a população”, destacou o ministro. Padilha. 

Para assegurar a continuidade e qualidade dos serviços, o município de Araras recebeu um incremento no Teto MAC superior a R$ 33,4 milhões. O recurso federal é destinado a custear ações de saúde de média e alta complexidade.

Ministério da Saúde

 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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