Saúde

Embarcação SESI Saúde no Pará é integrada ao programa Agora Tem Especialistas

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Belém (PA) – A Embarcação SESI Saúde Conectada, que atende populações ribeirinhas na Amazônia, passa a integrar o programa Agora Tem Especialistas – Rios de Especialistas. A iniciativa, anunciada nesta sexta-feira (14), amplia o acesso a atendimentos especializados para essas comunidades, com prioridade aos trabalhadores da indústria que vivem em áreas de difícil acesso. O projeto é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica entre o SESI e o Ministério da Saúde para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a parceria reforça o compromisso da pasta com uma agenda que une tecnologia, sustentabilidade e justiça social. “Esta iniciativa, que garante acesso a especialistas por telessaúde, representa uma mudança na realidade de saúde das comunidades ribeirinhas. Ontem, durante a COP30, lançamos o Plano de Ação em Saúde de Belém, voltado a tornar os sistemas de saúde mais resilientes frente às mudanças climáticas. E hoje estamos inaugurando um serviço conectado aqui na Amazônia, justamente a região que mais sente os efeitos climáticos”, afirmou.

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Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Com conectividade via satélite, a embarcação oferece teleconsultas, exames e atendimentos com equipe multidisciplinar, priorizando o acompanhamento de doenças crônicas e ações de prevenção. A estrutura é sustentável: possui motores elétricos alimentados por painéis solares, foi construída com madeira de reflorestamento e conta com sistemas de gestão de resíduos que reduzem o impacto ambiental.

Segundo o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, a iniciativa integra desenvolvimento produtivo e responsabilidade ambiental e social. “O SESI desempenha um papel central na criação de soluções que aproximam as pessoas das transformações que o planeta exige. Em Belém, reafirmamos nosso compromisso com a educação, a saúde e a sustentabilidade como caminhos para garantir dignidade e futuro às próximas gerações”, destacou.

O presidente da FIEPA e diretor regional do SESI Pará, Alex Carvalho, ressaltou que melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores da indústria é fundamental para assegurar uma transição justa para a nova economia. “A presença do SESI na COP30 mostra que a economia de baixo carbono também depende da valorização das pessoas. Aqui na Amazônia, sabemos que desenvolvimento e sustentabilidade precisam caminhar juntos, e a indústria paraense está pronta para ser parte ativa dessa transformação.”

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O lançamento contou com as presenças do diretor-superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól; do superintendente de Saúde e Segurança na Indústria do SESI Nacional, Emmanuel Lacerda; além de autoridades e representantes do setor produtivo.

Vanessa Aquino
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

SUS oferece 100 mil teleatendimentos mensais de saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas

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O Ministério da Saúde disponibiliza, a partir desta segunda-feira (24), 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o Brasil. A iniciativa também contempla outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Durante agenda na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a senhora Janja Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentaram e demonstraram como funciona o serviço, disponível no Meu SUS Digital. A medida amplia o acesso à proteção e ao cuidado, para que nenhuma mulher precise enfrentar situações de vulnerabilidade sozinha.

Também estiveram presentes a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, a ministra das Mulheres substituta, Eutália Barbosa, a diretora de Atenção Integral da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS – AgSUS, Luciana Maciel, e a representante da Central de Movimentos Populares, Thelma Mello.

Durante o lançamento da iniciativa, a senhora Janja Lula da Silva ressaltou a importância de ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental para mulheres em situação de violência e para aquelas que exercem atividades de cuidado de familiares. “A gente poderia ter salvado mais vidas se a gente tivesse entendido, há muitas décadas, o que significava saúde mental. E a gente está fazendo isso hoje aqui. Nós, mulheres, precisamos seguir vivas e saudáveis. Nós precisamos e queremos ter uma vida tranquila, confortável, criar nossos filhos sem ter o medo batendo na nossa porta ou entrando pela porta”, afirmou.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa amplia o acesso ao cuidado de forma segura e adaptada à realidade das mulheres em situação de vulnerabilidade. “A proposta é oferecer o teleatendimento diretamente à população como uma primeira forma de acolhimento e de início do plano terapêutico. Depois, esse cuidado será articulado com a rede local, nos estados e municípios. Onde essa rede ainda não estiver disponível, o Ministério da Saúde continuará oferecendo o atendimento remoto. A saúde da mulher é prioridade absoluta para nós”, afirmou Padilha.

A iniciativa para mulheres em situação de violência começou em março deste ano, como projeto-piloto nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Agora, as consultas remotas contemplam todos os estados brasileiros, além da inclusão de outro público: mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, podem acessar o serviço.

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A empresária, atriz, modelo, palestrante e ativista pelos direitos das mulheres, Luiza Brunet, também participou da ocasião e reforçou a importância de ferramentas voltadas às mulheres no enfrentamento do ciclo de violência.  Para ela, a oferta de acompanhamento psicológico pode representar uma mudança significativa na vida de vítimas de violência. “A parte emocional e psicológica foi uma das mais difíceis da minha vida, quando precisei denunciar a violência e enfrentar um processo. Por isso, a oportunidade que as mulheres terão, a partir de hoje, de receber um atendimento humanizado, de forma mais moderna, é algo maravilhoso”, afirmou.

As notificações de violência física, psicológica, sexual ou financeira contra mulheres, registradas por serviços de saúde públicos e privados, passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025 — um aumento de mais de 100% em dez anos. Os números reforçam a urgência de ampliar o acolhimento e garantir escuta e assistência humanizada.

Quem tem o aplicativo Meu SUS Digital instalado no celular já recebeu uma notificação sobre a nova oferta do teleatendimento, com a mensagem: “Mulheres em situação de violência ou que cuidam de familiares com deficiência ou doenças raras podem agendar teleconsulta com especialista. Toque aqui e conheça o Acolhe Mais”. O recado é importante para que as mulheres conheçam o serviço e busquem apoio.

Passo a passo para acessar o serviço

Para acessar o atendimento, é preciso entrar no aplicativo Meu SUS Digital, com a conta gov.br. Na plataforma, a usuária deve clicar em “Miniapps” e selecionar Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres. Em seguida, será direcionada para a plataforma da AgSUS, onde fará o cadastro e será direcionada de acordo com o seu caso: está vivendo ou viveu algum tipo de violência ou é cuidadora de alguém. Em até 24 horas, a equipe entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até a data agendada, ela receberá lembretes e, no dia, o link para acessar o teleatendimento.

No caso de violência, no primeiro contato, serão avaliados possíveis riscos, a rede de apoio e as principais demandas da mulher. Cada usuária poderá realizar até 10 sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário.  Ao final das sessões, a pessoa poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede. O CAPS também pode ser procurado diretamente.

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O teleatendimento está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A rede de profissionais é composta por psicólogas mulheres, para que as pacientes se sintam mais seguras e confortáveis. As especialistas em saúde mental foram capacitadas pelo Ministério da Saúde para realizar escuta sensível em ambiente virtual, com identificação de situações de risco.

Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190. Já para os casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais responsáveis pela articulação do cuidado com os serviços de saúde do território poderão realizar os encaminhamentos necessários, de acordo com as necessidades identificadas.

Quem cuida também precisa de cuidado

No cenário global, 75% do trabalho de cuidado não remunerado é realizado por mulheres, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). É nesse contexto que o serviço de teleatendimento amplia as possibilidades de acesso à assistência, especialmente para mulheres que cuidam, sem remuneração, de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A iniciativa considera desafios como a distância, a dificuldade de deslocamento e a falta de tempo, tão presentes na rotina de quem dedica grande parte do dia ao cuidado de outras pessoas. Assim, essas mulheres passam a contar com um espaço de escuta e atenção à própria saúde, sem precisar deixar de lado as responsabilidades que fazem parte do seu dia a dia.

Durante o lançamento do aplicativo, a representante da Central de Movimentos Populares Thelma Mello, ressaltou que a iniciativa poderá salvar vidas. “Essa iniciativa vai dar esperança a muitas mulheres, especialmente às mães atípicas, que muitas vezes enfrentam a sobrecarga do cuidado sem apoio psicológico ou uma rede com a qual possam contar. Ter um profissional de psicologia a um toque de distância, com privacidade, pode salvar a vida dessas mulheres e de seus filhos”, completou.

Em 2023, o Ministério da Saúde atualizou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência (PNAISPD), prevendo ações e serviços também para familiares. O Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres dá continuidade a esse cuidado e reforça o compromisso do SUS com a saúde de quem cuida.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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