Saúde

Governo do Brasil libera R$ 16,4 milhões para reforçar assistência à saúde nos municípios atingidos pelas chuvas na Zona da Mata

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Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobrevoaram a Zona da Mata mineira para acompanhar de perto os impactos das chuvas na região. Durante a agenda, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 16,4 milhões em recursos para reforçar a assistência à saúde em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. São recursos emergenciais e para a habilitação de novos serviços, incluindo a entrega, neste fim de semana, de 50 ambulâncias do SAMU 192, de uma carreta do programa Agora Tem Especialistas e seis unidades móveis para a Atenção Primária. 

Nove kits emergenciais com medicamentos e insumos estratégicos já estão a região. Cada conjunto reúne 16 itens estratégicos e 32 medicamentos, entre antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis, além de ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas e máscaras. O kit tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por mês, o que representa assistência para 13,5 mil pessoas no período, volume mais que suficiente para a demanda atual. 

Do total dos recursos são R$ 12,5 milhões emergenciais para suprir as principais necessidades da região outros mais de R$ 3,8 milhões são para habilitações de novos serviços na região.  

“A Força Nacional do SUS está desde terça-feira aqui (24), eles fizeram o diagnóstico de toda a situação, monitoramos de Brasília e o que anunciamos hoje está focado em Ubá, Juiz de Fora e Matias Barbosa. Os outros municípios da região que trouxeram as demandas hoje, a Força Nacional ficará aqui para ajudar no detalhamento para que a gente possa acelerar os recursos, repasses e ações”, explicou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Queria fazer um agradecimento a todos os profissionais do SUS, aos profissionais das secretarias municiais de toda a região e da secretaria estadual de Saúde e à Força Nacional que estão atuando neste momento”, complementou.  

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Pelo programa Agora Tem Especialistas, a carreta equipada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, começa a funcionar na segunda-feira (2), em Juiz de Fora. Além disso, seis unidades móveis (trailer), duas para Juiz de Fora e quatro para Ubá, irão fortalecer a Atenção Primária e as ações da Força Nacional do SUS. 

Em parceria com a CCM Indústria de Descartáveis e com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), o ministério articulou a doação de 318 mil fraldas, sendo 101 mil unidades adultas e 217 mil unidades infantis para suprir necessidades imediatas de grupos vulneráveis, como crianças e idosos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. 

A pasta também flexibilizará a partir de segunda-feira as regras de dispensação do Programa Farmácia Popular do Brasil para a população afetada, facilitando o acesso gratuito a medicamentos e insumos. A medida beneficiará primeiramente os moradores dos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, reduzindo barreiras administrativas em um momento de necessidade. 

O Ministério está em tratativas com outras empresas e parceiros institucionais para ampliar o volume de doações, reforçando a rede de apoio às cidades atingidas. 

“Para o SUS, a crise climática é acima de tudo uma crise de saúde pública, pessoas morrem, unidades de saúde são destruídas, novas doenças surgem em locais que não existiam e profissionais de saúde vivem sob uma pressão permanente por conta das mudanças climáticas que impactam na saúde, foi isso que o Brasil mostrou na COP 30”, afirmou Padilha 

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Atendimento, vacinação e reorganização da rede local 

Equipes da Força Nacional do SUS e do Departamento de Emergências em Saúde Pública atuam na região desde o início da crise. Ao todo, 18 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística, realizam diagnóstico situacional para mapear as principais demandas. 

As ações incluem atendimento psicossocial, reorganização da rede local e vacinação preventiva contra o tétano, doença associada ao contato com água contaminada. A vacinação contra a hepatite A também será reforçada na região. As equipes poderão ser ampliadas conforme a evolução do cenário. 

Outras iniciativas também estão em curso: monitoramento de casos suspeitos de doenças, apoio ao restabelecimento do abastecimento de água potável, distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento domiciliar da água e orientações de higiene em abrigos. 

Monitoramento da qualidade da água 

No campo da vigilância ambiental, o Ministério da Saúde atua por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) e coordena ações para prevenir doenças e agravos causados pelo consumo de água não potável. 

Em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, estão sendo fornecidas orientações quanto aos cuidados com a água que devem ser adotados neste momento de emergência, com monitoramento intensificado da qualidade da água fornecida nos municípios, incluindo atenção aos abrigos e aos carros-pipa. 

Amanda Milan e Karyna Angel
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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