Saúde

Inscrições para maior oferta formativa do SUS prorrogadas até 31 de janeiro

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Quem ainda não se inscreveu no Aperfeiçoamento da Prática em Coordenação do Cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde (APS) tem mais uma chance para participar da maior oferta formativa do Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo foi prorrogado, e profissionais da APS, da atenção especializada e da vigilância agora têm até 31 de janeiro para fazer o registro.

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Todos os municípios brasileiros concluíram a adesão ao aperfeiçoamento. Isso significa que os mais de 4 milhões de profissionais do SUS do País podem se inscrever gratuitamente. A qualificação pretende reduzir o tempo de espera para atendimentos a partir do fortalecimento do cuidado compartilhado entre todos os níveis de atenção e da reorganização do processo de trabalho.

O que você vai aprender?

O aperfeiçoamento conta com 37 disciplinas em 15 módulos de 20h a 30h cada. Os temas abrangem:

  • Princípios fundamentais da APS e do SUS
  • Coordenação do cuidado na APS, por meio de cuidado compartilhado e uso de ferramentas e tecnologias
  • Estratificação e classificação de risco na APS, risco social e epidemiológico, promoção e vigilância em saúde
  • Uso de sistemas de informação na gestão da clínica
  • Saúde bucal na APS
  • Avaliação e monitoramento na APS
  • Cuidados oncológicos e paliativos
  • Saúde mental na APS
  • Abordagem do paciente neurodivergente
  • Cuidados por ciclos de vida
  • Condições crônicas não transmissíveis
  • Condições crônicas transmissíveis
  • Cuidados paliativos na APS
  • Promoção da equidade nos territórios da APS
  • Manejo de eventos agudos de baixa complexidade e pequenos procedimentos na APS
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Online e com carga horária total de 360 horas (aproximadamente 22 meses), o formato da qualificação é autoinstrucional, e os profissionais vão poder discutir casos clínicos reais para a aplicação imediata de soluções nos territórios. Também serão disponibilizadas teleaulas e aulas interativas, ebooks e outros materiais complementares e atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), com questões objetivas, respostas automáticas e simulação com base na discussão de casos clínicos.

Os participantes poderão fazer a formação completa ou por módulo. Para receber o certificado, é necessário concluir ao menos 70% das atividades propostas (seja de todo o aperfeiçoamento para a certificação completa ou de uma etapa para o certificado parcial). As aulas começam em março de 2026, na plataforma Mais Conasems.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) com apoio do Hospital AC Camargo Câncer Center, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).

Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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