Saúde

Mais brasileiros têm acesso a cirurgias oncológicas pelo SUS

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O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 367,1 mil cirurgias oncológicas em 2025, um aumento de 36,6% em relação a 2022, quando foram registrados 268,7 mil procedimentos. O resultado reflete o fortalecimento da rede pública e o esforço para garantir que mais pacientes iniciem o tratamento do câncer no momento adequado. Para muitos tipos de tumor, a cirurgia é uma etapa fundamental do cuidado e pode ser decisiva para o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

A oncologia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados em áreas de maior demanda no SUS. O programa reúne estratégias como a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

A oferta de cirurgias oncológicas cresceu de forma contínua em todo o país. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul registraram os maiores aumentos em números absolutos, respondendo juntos por mais de 64 mil cirurgias adicionais no período. O avanço também alcançou outras regiões. Estados como Paraíba, Espírito Santo, Goiás e Maranhão apresentaram crescimento expressivo, indicando a expansão da assistência especializada e da oferta de procedimentos oncológicos pelo SUS.

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Um dos destaques foi o Acre, que mais do que dobrou o número de cirurgias oncológicas realizadas, passando de 356 procedimentos em 2022 para 821 em 2025. O resultado evidencia o fortalecimento da assistência especializada em uma região que historicamente enfrenta desafios de acesso aos serviços de saúde.

“Cada cirurgia a mais representa uma pessoa que conseguiu avançar no tratamento contra o câncer. Esse crescimento mostra que o SUS está ampliando sua capacidade de resposta, reduzindo barreiras e levando cuidado especializado a todas as regiões do país. Nosso compromisso é fazer com que o diagnóstico venha acompanhado de tratamento no tempo adequado, com acolhimento e dignidade”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Investimentos ampliam acesso ao tratamento do câncer

Para fortalecer a assistência oncológica no SUS, o Governo Federal anunciou um pacote de R$ 2,2 bilhões destinado à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer. As ações incluem o aumento da oferta de medicamentos, cirurgias, radioterapia e novas tecnologias voltadas ao cuidado especializado.

Entre as medidas está a aquisição de até 80 aceleradores lineares para radioterapia, que devem ampliar em pelo menos 25% a capacidade de atendimento do SUS, especialmente em regiões que ainda enfrentam déficit de assistência especializada. O pacote também prevê o financiamento permanente da cirurgia robótica oncológica, inicialmente para o tratamento do câncer de próstata, com investimento anual de R$ 50 milhões.

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As ações incluem ainda a ampliação do acesso à reconstrução mamária para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial das mamas, contribuindo para sua reabilitação física e emocional. Com mais cirurgias, novos tratamentos e o fortalecimento da rede especializada, o SUS avança para garantir atendimento mais rápido, integral e humanizado às pessoas com câncer.

Agora Tem Especialistas

No componente cirúrgico, o Agora Tem Especialistas fortalece as ações de redução das filas por meio da organização da demanda, da definição de metas e do acompanhamento de resultados em parceria com estados e municípios. A estratégia busca ampliar a capacidade da rede pública e acelerar o acesso da população ao cuidado especializado.

Os resultados observados nos últimos anos refletem esse conjunto de iniciativas, que amplia a oferta de procedimentos e contribui para que mais pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer em tempo oportuno.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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