Saúde

Ministério da Saúde certifica os primeiros hospitais de ensino no SUS desde 2021

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O Ministério da Saúde assinou, nesta quarta-feira (27), a certificação de 6 hospitais de ensino, o que não ocorria desde 2021. Um dos principais objetivos é garantir a qualidade da formação de especialistas e melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integrada à oferta de serviços de média e alta complexidade por meio do Agora Tem Especialistas (ATE).

A assinatura ocorreu no Hospital Sofia Feldman de Belo Horizontem, um dos estabelecimentos certificados. Na oportunidade, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, assinou documento reconhecendo a certificação das seis unidades: Hospital das Clínicas de Bauru (SP), Hospital Universitário de Vassouras (RJ), Hospital Sofia Feldman (MG), Complexo Hospitalar Mater Dei (MG), Hospital Municipal Ronaldo Gazolla (RJ), e Hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG).

São as primeiras unidades reconhecidas a partir da nova regulação estabelecidas pelos Ministérios da Saúde e da Educação por meio de portaria conjunta. A atual gestão atualizou os procedimentos para uma avaliação mais qualificada das unidades como hospitais que integram ensino e serviço junto ao SUS e garantir práticas alinhadas às necessidades da população.

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“O aumento do número de hospitais certificados contribui diretamente para a qualificação da formação em saúde e para o fortalecimento do SUS. Nessas instituições, estudantes e residentes podem aprender em ambientes reais de cuidado, com supervisão e integração às equipes multiprofissionais, o que eleva a qualidade da formação profissional”, destacou Proenço.

Atualmente, o Brasil conta com 204 hospitais de ensino. São 101 na região Sudeste, 43 na região Sul, 36 na região Nordeste, 10 na região Norte e 14 na região Centro-Oeste. Destes, cinco hospitais estão entre os 300 melhores do mundo, segundo ranking da revista americana Newsweek.

Níveis 1 e 2

Os seis estabelecimentos de saúde receberam a Certificação Nível 1, que reconhece a compatibilidade institucional dos hospitais enquanto integração ensino-serviço e ambiente de prática e aprendizagem, a partir da análise de documentação enviada à Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Essa é a primeira etapa necessária para a solicitação da Certificação de Nível 2.

Para o reconhecimento pleno de Hospital de Ensino, os estabelecimentos devem obter a Certificação Nível 2. As unidades devem fazer a solicitação formal no prazo de até 180 dias após a publicação do ato que concede a Certificação Nível 1. Essa certificação será emitida após avaliação presencial dos ministérios da Saúde e da Educação.

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Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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