Saúde

Ministério da Saúde dialoga sobre Educação Popular em Saúde durante congresso

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Durante mesa dedicada à Educação Popular em Saúde e ao Programa de Agentes Populares de Saúde (AgPopSUS) no Abrascão, neste domingo (30), o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, destacou a importância estratégica dessas iniciativas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a construção de políticas públicas orientadas pelo território e pelas necessidades reais da população.

Segundo o secretário, a Educação Popular em Saúde e a Política Nacional de Educação Permanente são pilares que se complementam e ampliam a capacidade do sistema de dialogar com movimentos sociais, instituições de ensino e comunidades. “Essas iniciativas permitem que o povo participe ativamente da construção do país que queremos e do SUS que precisamos”, afirmou.

Ele destacou que a escuta qualificada dos territórios, especialmente em contextos de desigualdade, é essencial para orientar ações de saúde mais justas e efetivas. A experiência com agentes populares, fortalecida entre 2023 e 2024 e inspirada por vivências anteriores na Paraíba e em Pernambuco, demonstra como a mobilização comunitária tem sido decisiva para formar redes de cuidado e produzir respostas inovadoras, desde a pandemia até os desafios atuais do sistema de saúde.

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Ao relacionar o AgPopSUS com a trajetória histórica da educação popular no SUS, o secretário lembrou o legado do ministro Alexandre Padilha na pauta e reforçou a importância da articulação interinstitucional. A parceria com a Fiocruz Brasília segue sendo fundamental, e uma nova colaboração com a Agência de Apoio ao Desenvolvimento do SUS (AgSUS) vai permitir ampliar o alcance das ações.

O secretário também anunciou que 2026 será um ano de novas turmas do AgPopSUS, com início no primeiro semestre. A expectativa é que mais movimentos sociais, educadores populares e representações comunitárias integrem as próximas etapas. A iniciativa ocorre em um contexto acelerado pela legislação eleitoral, mas também pela urgência em consolidar processos que fortaleçam o SUS de forma duradoura.

“A participação popular foi reconhecida internacionalmente como princípio fundamental dos sistemas de saúde, e o Brasil tem muito a contribuir com essa agenda”, ressaltou, destacando a atuação do Conselho Nacional de Saúde nessa conquista.

Para além da formação, o secretário ressaltou que programas como o Agora Tem Especialistas também se beneficiam do olhar dos territórios, que apontam prioridades, percepções sobre as políticas públicas e caminhos para aprimorar o acesso. 

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Agora Tem Especialistas

Durante o Abrascão, é possível conhecer melhor o Programa Agora Tem Especialistas, no estande do Ministério da Saúde. No local, gestores, profissionais e podem esclarecer dúvidas e dialogar sobre a ampliação do acesso à Atenção Especializada no SUS, fortalecendo a visibilidade das iniciativas da secretaria.

A programação das Secretaria de Atenção Especializada em Saúd (SAES) deste domingo também incluiu a mesa “Política de Drogas à Política de Apostas: Saúde, Justiça Social e Redução de Danos”, conduzida pelo Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (DESMAD), que apresentou um panorama sobre os impactos das apostas online na saúde, suas conexões com a política de drogas e a importância das abordagens psicossociais e de redução de danos. O debate reforçou a necessidade de reconhecer o tema como questão de saúde pública e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocia (RAPS) diante dos novos desafios sociais e regulatórios.

Juliana Lima
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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