Saúde

Ministério da Saúde investe R$ 27,5 milhões para reforçar a assistência especializada em Dourados (MS)

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (10), o repasse de R$ 27,5 milhões para o custeio de um conjunto de serviços de saúde com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. As portarias de formalização estão previstas para serem publicadas nos próximos dias. A divulgação foi feita pelo coordenador da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli.

Na ocasião, Stabeli ressaltou que o investimento é uma resposta à emergência de chikungunya. “Estamos mobilizando um aporte robusto para fortalecer toda a rede de atenção à saúde em Dourados, com foco na ampliação da média e alta complexidade, na habilitação de leitos e na qualificação dos serviços. Trata-se de uma resposta direta, estruturada e necessária para enfrentar a emergência de chikungunya, especialmente nos territórios indígenas”.

Nessa quinta-feira (9) começou a circular, em Dourados e região, nas rádios, carros de som, entre outros meios, uma campanha de comunicação voltada à prevenção e sintomas da chikungunya. Além da conscientização sobre o manejo correto do lixo. Com o objetivo de alcançar toda a população, tanto no município quanto nos territórios indígenas, as mensagens estão sendo transmitidas em português e guarani.

O maior volume de recursos será destinado à ampliação do limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) do estado, com repasse de R$ 19,3 milhões anuais ao Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados. A medida fortalece a capacidade cirúrgica e amplia o acesso da população a procedimentos especializados. Já o Hospital Universitário de Dourados (HU) contará com custeio anual de R$ 325 mil.

Entre as ações estruturantes, está ainda a habilitação de 20 leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 adultos e 10 pediátricos, com impacto anual de R$ 3,94 milhões. Esse reforço representa o aumento da capacidade de resposta para casos graves, garantindo assistência intensiva em um momento de alta demanda no sistema de saúde local, devido ao aumento de casos de chikungunya.

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“Só no Hospital Regional, teremos a incorporação permanente de recursos ao teto, além da habilitação de 20 novos leitos de UTI, sendo 10 adultos e 10 pediátricos. Isso mostra que não estamos tratando apenas da emergência, mas deixando um legado estrutural para o sistema de saúde da região”, destacou Rodrigo Stabeli.

O pacote de investimentos também contempla a qualificação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), com a inclusão de uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas Unidades de Suporte Básico (USB), totalizando R$ 426 mil por ano. A Central de Regulação das Urgências (CRU) de Dourados também foi qualificada, com custeio anual de R$ 270 mil, aprimorando a gestão e o encaminhamento de pacientes.

Na área de reabilitação, foi habilitado o Centro Especializado em Reabilitação (CER II), com atuação nas modalidades física e visual, com aporte anual de R$ 2,26 milhões. Já o Hospital Missão Evangélica Caiuá teve ampliado o incentivo financeiro voltado à atenção especializada aos povos indígenas, com incremento de R$ 1,01 milhão por ano.

Força-tarefa intensifica combate ao mosquito

Paralelamente ao reforço assistencial, o Ministério da Saúde mantém uma força-tarefa em campo para conter a transmissão da chikungunya. Desde quarta-feira (8), 50 novos agentes de combate às endemias atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV) costal.

A operação conta ainda com o apoio de 40 militares do Exército Brasileiro e 21 voluntários da Defesa Civil estadual. Todos passaram por capacitação coordenada pelo Ministério da Saúde antes do início das atividades.

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A tecnologia utilizada inclui inseticidas de ação rápida, com efeito “knockdown”, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto. As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti.

Tecnologia e vigilância ampliam o alcance das ações

As ações foram estendidas à área urbana, com a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das 1.000 unidades enviadas ao município, 173 já foram instaladas. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução.

A Força Nacional do SUS, presente na região desde 17 de março, já realizou mais de 1,9 mil atendimentos, além de 349 visitas domiciliares e da remoção de 123 pacientes para unidades de média e alta complexidade.

Dados atualizados da vigilância epidemiológica indicam 4.630 notificações de chikungunya na região, sendo 1.572 casos confirmados e seis óbitos.

Orientação à população

O Ministério da Saúde reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito e da busca por atendimento em caso de sintomas, como febre alta e dores intensas nas articulações. A recomendação é evitar a automedicação e procurar uma unidade de saúde ao surgirem os primeiros sinais da doença.

A atuação integrada entre assistência, vigilância e controle vetorial reforça o compromisso do Governo do Brasil em proteger a população de Dourados e conter o avanço da chikungunya com respostas rápidas e estruturadas no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Edjalma Borges
João Vitor Moura
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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