Saúde

Ministério da Saúde lança Censo dos CACONs e UNACONs 2025 para fortalecer o planejamento da atenção oncológica no país

Publicado em

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), lançou o Censo Nacional da Rede de Oncologia do SUS 2025, dedicado aos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs) e às Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs).

A iniciativa tem como objetivo subsidiar o planejamento, a qualificação e o fortalecimento da política nacional de atenção ao câncer, identificando as condições estruturais, assistenciais e operacionais das unidades que integram a rede oncológica do Sistema Único de Saúde.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (NESCON/UFMG), o Censo contará com suporte técnico especializado para o monitoramento e a análise dos dados coletados. A atuação conjunta assegura qualidade, padronização e rigor metodológico ao processo.

“O Censo representa mais um passo estratégico na consolidação da Rede de Atenção Oncológica do SUS. A participação de cada CACON e UNACON é essencial para construir um panorama real e contribuir para o aprimoramento contínuo das políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer em todo o país”, afirmou o Secretário da Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.

Leia Também:  Doação de sangue teve queda de 10% na pandemia, aponta Ministério da Saúde

O levantamento será realizado por meio de questionário online estruturado na plataforma KoboToolbox, que permite preenchimento remoto, seguro e padronizado. Cada unidade deverá indicar um ponto focal responsável pelo envio das informações até o dia 20 de dezembro, prazo final estabelecido pelo Ministério da Saúde.

A coleta seguirá todos os princípios éticos e de confidencialidade previstos na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os dados serão utilizados

exclusivamente para fins técnicos, analisados de forma agregada e sem identificação individual, garantindo a proteção das instituições participantes.

“Mapear com precisão a realidade das unidades oncológicas é fundamental para orientar decisões estratégicas e aprimorar a oferta de serviços em todo o país. O Censo permitirá que o SUS avance de forma planejada, equânime e alinhada às necessidades da população”, destacou Mozart. Para participar, os responsáveis pelas unidades devem acessar o formulário do Censo e realizar o preenchimento dentro do prazo estabelecido. O engajamento dos serviços é essencial para a construção de um panorama nacional robusto e para o fortalecimento contínuo da Rede de Atenção Oncológica do SUS.

Leia Também:  Redução de sal nos alimentos pode prevenir 2,6 mil mortes em 20 anos, conclui USP

Patrícia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

Published

on

Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

ministro Comitiva brasileira no México.jpg
Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

Leia Também:  Ministério da Saúde inicia campanha de vacinação contra a gripe na Região Norte

A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

Leia Também:  Doação de sangue teve queda de 10% na pandemia, aponta Ministério da Saúde

Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA