Saúde

Por que a vacina contra a herpes-zóster ainda não está no SUS, mesmo após o pedido de análise feito pelo Ministério da Saúde?

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O pedido de incorporação da vacina contra a herpes-zóster foi apresentado pelo próprio Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar esses pedidos com base em critérios técnicos como segurança, eficácia, disponibilidade de doses e custo-benefício para a população brasileira. A ampliação do acesso à vacinação integra a política da atual da gestão, que, em um ano, em 2025, incorporou dois imunizantes de alto custo: as vacinas contra a bronquiolite e contra a meningite ACWY. No caso da vacina contra herpes-zóster, diante das informações apresentadas pela empresa fabricante, a solicitação não foi aprovada. O Ministério da Saúde continuará trabalhando para viabilizar a inclusão da vacina no SUS, de forma gratuita.

“Quando se trata da incorporação de uma vacina ao SUS, estamos falando de uma política pública voltada a dezenas de milhões de pessoas. O Ministério da Saúde tem interesse em incorporar a vacina contra a herpes-zóster e seguirá negociando com os produtores para garantir uma proposta sustentável, com oferta em quantidade suficiente e a um custo justo para o SUS e a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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A proposta analisada não foi aprovada porque o valor apresentado pela fabricante era elevado e a oferta de doses, feita pela única empresa produtora, era limitada: foram ofertadas 1,5 milhão de doses por ano para o público com mais de 80 anos. Essa quantidade é insuficiente até mesmo para esse grupo e se torna ainda mais irrisória ao considerar que a vacina é indicada para pessoas com mais de 50 anos, mais de 60 milhões de brasileiros. Para alcançar toda essa população, o custo estimado seria de aproximadamente R$ 50 bilhões, cerca de dez vezes o investimento anual do governo federal no programa Farmácia Popular.

A decisão da Conitec não encerra a discussão sobre a incorporação da vacina ao SUS. O Ministério da Saúde continua trabalhando para viabilizar a inclusão do imunizante e segue em negociação com potenciais produtores para garantir oferta em escala e valores compatíveis com a sustentabilidade do sistema público de saúde.

Sobre a doença

A herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, não é uma doença autoimune. Trata-se de uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster (VVZ), o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece em estado de latência no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, especialmente na idade adulta ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como portadores de doenças crônicas, câncer, HIV/Aids, transplantados, entre outros.

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O Ministério da Saúde, por meio do SUS, assegura o tratamento adequado e o acompanhamento clínico das pessoas com herpes-zóster, com foco na redução da gravidade dos sintomas e na prevenção de complicações.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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