Saúde

RIPSA completa 30 anos e Ministério da Saúde lança nova edição do Livro Verde sobre indicadores de saúde

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O Ministério da Saúde celebrou, nesta segunda-feira (23), os 30 anos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), em cerimônia realizada em Brasília. Durante o evento, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Criada em 1996, a RIPSA reúne instituições governamentais e não governamentais em um trabalho colaborativo voltado à produção, análise e disseminação de informações em saúde. Ao longo de três décadas, a Rede se consolidou como espaço estratégico para a qualificação dos indicadores que orientam o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas no país.

A nova edição do Livro Verde atualiza e sistematiza um conjunto de indicadores básicos de saúde, organizados em diferentes dimensões, como aspectos demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e estrutura do sistema de saúde. A publicação também apresenta orientações metodológicas que contribuem para a interpretação adequada dos dados e seu uso na tomada de decisão.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o papel estratégico da informação para o fortalecimento do SUS. “O Livro Verde simboliza essa trajetória de construção do SUS, baseada em evidências e no compromisso com a população. É um instrumento essencial para qualificar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde no país”, afirmou.

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Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o lançamento também representa um marco institucional. “A terceira edição do Livro Verde marca um momento muito importante para o SUS. Foram quase duas décadas desde a última publicação e, nesse período, a RIPSA chegou a ficar cerca de dez anos desativada. Retomar esse trabalho e entregar uma obra construída de forma coletiva é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde com o uso estratégico da informação para orientar políticas públicas e reduzir desigualdades”, afirmou.

O lançamento ocorre em um contexto de fortalecimento da agenda de transformação digital do SUS, com iniciativas voltadas à ampliação da transparência, da interoperabilidade dos sistemas e do uso estratégico da informação para qualificar o cuidado em saúde.

Para o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, a informação é central para o funcionamento dos sistemas de saúde. “Decisões sobre políticas públicas, alocação de recursos e intervenções dependem de dados confiáveis e oportunos. Investir em informação não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica para promover qualidade, eficiência e confiança no sistema de saúde”, destacou.

Jarbas também ressaltou o papel do Brasil na agenda internacional. “A criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital no Ministério da Saúde demonstra uma compreensão clara de que a governança de dados e a transformação digital são dimensões estruturantes dos sistemas de saúde. Essa iniciativa posiciona o país como referência na região”, afirmou.

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Representando a comissão organizadora da obra, a professora e pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais, destacou o caráter coletivo da construção. “Não há sistema de saúde forte sem informação de qualidade. Em um país com a dimensão e a complexidade do Brasil, produzir essa informação exige diálogo, consenso e inteligência coletiva. E é exatamente isso que a RIPSA constrói ao longo da sua trajetória”, afirmou.

Segundo ela, o trabalho envolveu mais de 450 especialistas e 45 instituições. “O Livro Verde é um guia prático e técnico, pensado para apoiar gestores, profissionais e pesquisadores no uso dos indicadores no cotidiano da saúde pública. Ele contribui diretamente para a tomada de decisão e para o enfrentamento das desigualdades”, completou.

Mais do que um marco técnico, a nova edição do Livro Verde reafirma o papel da informação como ferramenta essencial para orientar políticas públicas, reduzir desigualdades e fortalecer o SUS em todo o território nacional.

Conheça a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA)

Acesse a nova edição do Livro Verde 

Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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