Saúde

Sesai fortalece promoção do aleitamento materno em territórios indígenas

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A amamentação é uma das formas mais importantes de proteger a saúde do bebê e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Entre os povos indígenas, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde promove a amamentação por meio de ações de atenção à saúde materna e infantil, desenvolvidas pelas equipes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Essas ações ocorrem especialmente no pré-natal e no puerpério, seguidas do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil e das ações de Vigilância Alimentar e Nutricional.

Com orientação e incentivo ininterruptos nos territórios indígenas, as ações da Sesai receberam reforço neste mês de agosto, instituído como o Mês do Aleitamento Materno pela Lei Federal nº 13.435, de 2017. Conhecido como Agosto Dourado, o mês é dedicado à conscientização da importância do aleitamento materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam a amamentação desde a primeira hora de vida até os dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até os seis meses.

As ações educativas nas unidades de saúde envolvem rodas de conversa, aconselhamento individual e coletivo, qualificação dos profissionais e valorização dos conhecimentos tradicionais, como explica a nutricionista Marivalda Nascimento. “A Sesai busca fortalecer uma abordagem que não seja impositiva, mas que estabeleça um diálogo entre os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e as recomendações de saúde”, reforça a técnica da Sesai.

Indígena do Povo Jeripankó, a nutricionista informa que, assim como na população não-indígena e em contexto urbano, um dos desafios da promoção do aleitamento materno na população indígena é fortalecer a compreensão de que a amamentação não é uma responsabilidade exclusiva da mulher que amamenta. “A participação do companheiro e da família durante o pré-natal é fundamental para que eles compreendam a importância do aleitamento materno, conheçam seus benefícios e possam atuar como uma rede de apoio à mãe, especialmente nos primeiros dias e meses após o nascimento da criança”, afirma Marivalda.

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Assim, a Sesai reforça que a promoção do aleitamento materno envolve familiares, parteiras, lideranças indígenas, profissionais de saúde e outros atores comunitários, levando em consideração que as práticas relacionadas à gestação, ao parto, ao cuidado e à alimentação da criança são construídas coletivamente. Entre os avanços destacados pela secretaria, está justamente o fortalecimento das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno no âmbito da atenção à saúde indígena, com ampliação do olhar para a participação da família e da rede de apoio. Outro destaque é a articulação continuada entre a Sesai, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) e os serviços de saúde de referência, fortalecendo uma linha de cuidado contínua e integrada.

Contextos interculturais

Para muitas comunidades indígenas, a amamentação está profundamente relacionada ao cuidado da criança e à transmissão de conhecimentos entre gerações. A presença de mães, avós, parteiras e outras mulheres da comunidade pode constituir uma importante rede de apoio, favorecendo a manutenção do aleitamento materno.

Em determinados contextos, em que a criança permanece próxima da mãe durante grande parte do dia, isso pode favorecer a amamentação em livre demanda, por exemplo. Por outro lado, mudanças nos modos de vida, determinadas práticas culturais, introdução precoce de outros alimentos ou líquidos, dificuldade de acesso aos serviços, e orientações que não consideram a realidade local, podem interferir na continuidade da amamentação.

No SasiSUS, as equipes de saúde atuam com sensibilidade para compreender o território e a realidade de cada família, um fator fundamental para construir estratégias efetivas. Existem diferentes povos, línguas, territórios, histórias e práticas de cuidado, e são essas as especificidades consideradas pela atuação do Ministério da Saúde no contexto da amamentação em território indígena.

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Agosto Dourado

Em 2026, acontece o 9º Agosto Dourado, com o reforço das ações de promoção da amamentação em todo o território nacional, nos mais variados formatos e meios, com destaques para palestras e rodas de conversa nas unidades de saúde e em ambientes educacionais, que informam as vantagens do aleitamento materno, sem esquecer dos desafios que podem vir junto com a amamentação.

Considerado o melhor alimento para o bebê nos primeiros seis meses de vida, o leite materno fornece os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento nessa faixa etária, além de fortalecer o sistema imunológico, ajudar a formar a microbiota intestinal e reduzir significativamente o risco de infecções. Depois desse período, o leite materno continua sendo uma importante fonte de nutrição e proteção para a criança. Além disso, a amamentação traz benefícios para quem amamenta, para as famílias, a sociedade e o planeta. 

Para apoiar mães, bebês e famílias na amamentação, o Ministério da Saúde desenvolve ações integradas por meio do Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação, fortalecendo o acesso à assistência de qualidade durante a gestação, o parto, o pós-parto, e o acompanhamento da criança, em todos os níveis de atenção.

Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), aproximadamente seis milhões de vidas de crianças são salvas anualmente devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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