Turismo

Aeroporto na NZ tem trem passando no meio da pista

Publicado em

Aeroporto na NZ tem trem passando no meio da pista
Reprodução/Divulgação

Aeroporto na NZ tem trem passando no meio da pista

Enquanto a maioria dos aeroportos prioriza o controle absoluto do espaço aéreo e das pistas, um aeroporto na Nova Zelândia desafia a convenção: em Gisborne, aviões e trens compartilham o mesmo trecho de asfalto em uma operação rara e meticulosamente coordenada.

Localizado no subúrbio de Elgin, na Ilha Norte do país, o Aeroporto Regional de Gisborne abriga uma peculiaridade que chama a atenção de pilotos e entusiastas da aviação: uma linha férrea ativa que cruza sua pista principal. Construído nos anos 1960, o aeroporto teve sua pista estendida sobre os trilhos, dividindo-a em dois trechos — dois terços de um lado e um terço do outro.


Atualmente, a linha é utilizada pelo trem a vapor da Gisborne City Vintage Railway, que realiza cerca de 15 travessias por ano, principalmente no verão ou durante visitas de navios de cruzeiro. A operação, no entanto, exige precisão militar, na qual os aviões trem prioridade absoluta. A torre de controle coordena cada movimento, autorizando ou interrompendo a passagem do trem conforme a programação dos voos.

A situação tornou-se ainda mais incomum após os danos causados pelo ciclone Gabrielle em 2023, que reduziram a frequência das viagens ferroviárias. Antes, o trem fazia rotas regulares entre Gisborne e Muriwai, cruzando a pista duas vezes por trajeto.Além da curiosidade logística, o aeroporto atrai visitantes pelo museu de aviação em seus 160 hectares, repleto de aeronaves vintage.


Fonte: Turismo

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Museu Vale vai ocupar armazém do Porto de Vitória em 2026
Advertisement

Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

Published

on

Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Leia Também:  Montreal: roteiro de 3 dias nessa metrópole do Québec

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Leia Também:  Audiência Pública sobre a concessão da Fazenda Pau D’Alho será realizada no dia 11 de dezembro, em São José do Barreiro (SP)

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA