Turismo

Belém ganha voo direto para Bogotá e amplia conexões internacionais antes da COP30

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O Governo do Brasil, por meio do Ministério do Turismo, celebra mais um avanço na preparação da Amazônia para receber a COP30. Desde o dia 27 de outubro, Belém passou a contar com voo direto para Bogotá, capital da Colômbia. Operado pela Avianca, o trecho amplia a malha aérea internacional e fortalece a conectividade da região Norte do país com o mundo.

“O Brasil vive o maior momento da história do turismo. Em setembro, batemos o recorde de mais de 7 milhões de turistas estrangeiros, e esse crescimento se reflete também aqui em Belém, que se consolida como um polo internacional de conectividade. A nova rota para Bogotá reforça esse avanço e mostra que estamos prontos para receber o mundo na COP30. É mais emprego, renda e oportunidades para o povo paraense e para toda a Amazônia, deixando um legado de desenvolvimento e sustentabilidade para o país”, afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

A nova operação aérea reforça o compromisso do Governo do Brasil com a descentralização do turismo e o fortalecimento da infraestrutura nacional em regiões estratégicas, como a Amazônia Legal. A ampliação da conectividade é considerada um legado permanente da COP30, estimulando negócios, sustentabilidade e turismo de natureza.

EXPANSÃO NA AMAZÔNIA – Operada pela Avianca, a rota Belém–Bogotá conta com três frequências semanais, em aeronaves Airbus A320neo, com capacidade para até 180 passageiros. Os voos partem de Bogotá às 23h05 (horário local), nas segundas, quartas e sextas-feiras, com chegada a Belém às 5h40 do dia seguinte. No sentido inverso, as decolagens ocorrem às terças, quintas e sábados, às 8h50, chegando à capital colombiana às 11h15 (horário local).

Nos últimos anos, o Aeroporto Internacional de Belém passou por uma ampliação significativa da malha aérea internacional, com novas rotas e frequências de companhias como Azul Linhas Aéreas, TAP Air Portugal e outras, fortalecendo a integração da Amazônia com o restante do país e com o mundo. Atualmente, o terminal opera uma média de 38 voos internacionais semanais, com destinos para Miami e Fort Lauderdale (EUA), Paramaribo (Suriname), Caiena (Guiana Francesa) e Lisboa (Portugal).

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Entre janeiro e setembro de 2025, o aeroporto registrou 132 mil passageiros internacionais em 1.365 voos regulares, segundo dados da Norte da Amazônia Airports (NOA), administradora do terminal. Os números representam crescimento de 54% no volume de viajantes e 90% nas operações internacionais em relação ao mesmo período de 2023, ano em que Belém foi confirmada como sede da COP30.

LEGADO PARA O TURISMO – O Aeroporto Internacional de Belém passou por obras de modernização e ampliação, garantindo mais conforto e eficiência operacional. A área de embarque foi expandida de 1.593 m² para 4.303 m²; o embarque remoto, de 265 m² para 835 m²; e foram implementadas melhorias em tecnologia, segurança e acessibilidade.

“É com grande satisfação que participamos de mais um capítulo importante na história do Aeroporto Internacional de Belém. Além de ampliar a oferta de voos para a COP30, a nova rota regular entre Belém e Bogotá, operada pela Avianca, representa um avanço significativo para dinamizar o turismo no Pará e ampliar nossa conectividade com importantes destinos das Américas e da Europa. Com os investimentos recentes, temos elevado a qualidade da experiência de viagem e reforçado os padrões de segurança e eficiência das operações. Estamos orgulhosos com os resultados e com o aumento das opções de voos na região”, avaliou Marco Antônio Migliorini, diretor-presidente da Norte da Amazônia Airports (NOA), concessionária que administra o aeroporto de Belém.

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IMPACTO ECONÔMICO – Durante a COP30, outras companhias também anunciaram reforço nas operações: a Latam oferecerá voos sazonais para Bogotá, a Air France aumentará frequências para Caiena (Guiana Francesa) e a TAP Air Portugal operará com aeronaves de maior capacidade na rota Belém–Lisboa.

No cenário doméstico, Latam e Gol ampliaram suas malhas para atender à alta demanda do evento. Entre 1º e 23 de novembro — período da COP30 —, a concessionária estima movimentar cerca de 508 mil passageiros entre embarques, desembarques e conexões, quase o dobro da movimentação registrada no mesmo período de 2024, com oferta 57% maior de voos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Turismo do Pará, o estado deverá receber 1,5 milhão de visitantes em 2025, impulsionado pela COP30. Em 2024, o Pará já havia registrado 1,2 milhão de turistas, aumento de 15,4% em relação a 2023, com receita superior a R$ 870 milhões em gastos de visitantes nacionais e internacionais.

CONECTIVIDADE E TURISMO SUSTENTÁVEL – A ampliação da malha aérea internacional de Belém está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Turismo 2024–2027, que valoriza a descentralização da oferta turística, a sustentabilidade ambiental e o fortalecimento da Amazônia como destino global de natureza e cultura.

A ação integra o programa Conheça o Brasil: Cidades e Natureza, que incentiva o turismo doméstico e internacional, promove a integração entre as regiões e reforça o legado sustentável da COP30 para todo o país.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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