Turismo

Brasil destaca integração entre gastronomia e turismo sustentável em encontro internacional no Chile

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O segundo dia do Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores em Santiago, no Chile, focou nesta terça-feira (25.11) a consolidação da gastronomia como vetor de identidade, desenvolvimento sustentável e dinamização de viagens na América Latina.

O evento é promovido pela Subsecretaria de Turismo do Chile, em parceria com a Embratur, e reúne autoridades, chefs, especialistas e representantes do setor turístico de diversos países. A programação aborda experiências sobre sustentabilidade, cultura alimentar, inovação gastronômica e integração regional.

Representando o ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Turismo, Carlos Henrique Sobral, abriu os trabalhos destacando a relevância do Brasil como país convidado especial desta edição do encontro.

Sobral agradeceu ao governo chileno e à subsecretária de Turismo do país, Verónica Pardo, pela acolhida e ressaltou a forte parceria entre Brasil e Chile. O secretário brasileiro apontou a promoção internacional dos destinos gastronômicos brasileiros.

“A gastronomia tem sido uma das maiores portas de entrada para o turismo qualificado. Integramos biodiversidade, cultura e inovação para impulsionar um setor mais sustentável e competitivo”, afirmou Carlos Henrique Sobral.

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EXPERIÊNCIAS – O segundo dia do evento incluiu debates a respeito de identidade culinária e turismo de experiências, reunindo nomes como o chef brasileiro Saulo Jennings, embaixador gastronômico da ONU Turismo.

Um dos destaques da agenda foi o painel que integrou Chile, Costa Rica e Brasil na discussão sobre a proteção de sabores tradicionais, técnicas ancestrais e modos de vida que estruturam o turismo gastronômico na região, com foco na geração de emprego, renda e inclusão produtiva.

Saulo Jennings, que participou de vários painéis, enfatizou que a gastronomia latino-americana ocupa papel central na consolidação de destinos turísticos e na valorização das identidades locais.

“Cozinhar é contar histórias, é celebrar territórios e fortalecer nossas raízes. O turismo gastronômico só cumpre sua missão quando transforma vidas e estimula economias locais”, afirmou Jennings.

AGENDA – A programação do Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores segue até quinta-feira (27.11), tendo ainda na agenda demonstrações culinárias e encontros entre representantes públicos e privados.

Para o Brasil, a presença no evento fortalece a estratégia de internacionalização da culinária amazônica e do turismo sustentável, temas que ganharam forte projeção global nas agendas recentes do Ministério do Turismo, a exemplo da COP30, em Belém (PA).

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Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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