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Brasil ocupa 2º lugar em viagens de lazer aos EUA; veja dados

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Estados Unidos anuncia mudanças em visto de intercâmbio profissional
Bárbara Ligero

Estados Unidos anuncia mudanças em visto de intercâmbio profissional

Com mais de 191,6 mil brasileiros desembarcando nos Estados Unidos em janeiro de 2025, o Brasil se consolidou como o terceiro maior mercado emissor de turistas para o país, atrás apenas do Reino Unido e da China.

Os dados, divulgados pelo Escritório Nacional de Viagens e Turismo dos EUA, excluem visitantes do Canadá e do México, que lideram amplamente o ranking.

Nas viagens de lazer, o Brasil apresentou ainda melhor desempenho, superando a China e alcançando a vice-liderança entre os emissores, com 169,6 mil visitantes brasileiros a passeio — número próximo ao dos britânicos, que somaram 174,3 mil.

Apesar da força no turismo de lazer, o Brasil não figura entre os cinco principais emissores de viajantes corporativos no primeiro mês do ano. No entanto, aparece em quarto lugar entre os países que mais enviaram estudantes para os Estados Unidos, com 10.452 brasileiros entrando no país para fins educacionais.

Ao todo, os EUA receberam 5,61 milhões de visitantes internacionais em janeiro de 2025, um aumento de 4,7% em relação ao mesmo mês de 2024. O volume representa 96% do registrado em janeiro de 2019, período pré-pandemia.

Considerando apenas os países além de Canadá e México, foram mais de 2,5 milhões de entradas — alta de 5,4 % na comparação anual.

O visto dos Estados Unidos é um dos mais concorridos em todo o mundo
Felipe Carvalho

O visto dos Estados Unidos é um dos mais concorridos em todo o mundo

Ranking geral de visitantes internacionais

  • México – 1.677.399
  • Canadá – 1.410.272
  • Reino Unido – 235.115
  • China – 198.537
  • Brasil – 191.646

Esses cinco países responderam por 66,2% do total de chegadas internacionais no mês.

Turismo de lazer (sem Canadá e México)

  • Reino Unido – 174.351
  • Brasil – 169.604
  • Coreia do Sul – 123.043
  • China – 109.234
  • Japão – 95.106

Viagens de negócios (sem Canadá e México)

  • Reino Unido – 51.848
  • Índia – 36.348
  • Japão – 32.293
  • Alemanha – 27.690
  • Coreia do Sul – 21.534

Chegadas de estudantes (sem Canadá e México)

  • Índia – 75.040
  • China – 71.078
  • Coreia do Sul – 15.167
  • Brasil – 10.452
  • Reino Unido – 8.916

Redução no número de visitantes

Entre os 20 principais países emissores, alguns apresentaram queda no número de turistas em relação a janeiro de 2024:

  • Canadá: -8,1%
  • Coreia do Sul: -8,6%
  • Alemanha: -1,6%
  • França: -3,9%
  • Países Baixos: -4,6%
  • Chile: -2,1%

Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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